A Prefeitura de Cuiabá acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para travar as obras do BRT em Cuiabá que são conduzidas pelo governo do Estado
A Procuradoria Geral do Município (PGM) alega que a falta de licenças ambientais e outros estudos técnicos tem gerado prejuízos a população como o rompimento de uma adutora que deixou 150 mil pessoas sem água em Cuiabá. Por outro lado, o Estado afirma que o problema de abastecimento de água foi resolvido no mesmo dia.
“Deve-se destacar que o rompimento de uma rede adutora no dia 16 de fevereiro de 2024, que motivou o Município de Cuiabá a reiterar o pedido de suspensão de liminar, foi identificado e resolvido no mesmo dia, ainda no período da manhã, sem prejuízo à população local, consoante se apreende da referida Nota Técnica. Evidente, em consideração ao exposto, que não se encontram presentes os requisitos necessários ao deferimento do pedido de suspensão de liminar formulado pelo Município de Cuiabá, motivo pelo qual o Estado de Mato Grosso requer o seu indeferimento”, diz manifestação do Governo.
Ainda, segundo o Governo, já aportou mais de R$ 41 milhões no projeto e a interrupção das obras acarretaria prejuízos significativos ao Estado e à população. “Já foram aportados mais de R$ 41 milhões para a execução da obra, de modo que eventual paralisação importaria evidente prejuízo ao Estado de Mato Grosso, especialmente à sua população, a qual veria obstada uma solução de mobilidade urbana adequada a essa região metropolitana”, diz.
Além disso, o Estado argumentou que o início das obras foi autorizado pelo Tribunal de Contas do Estado e que diversas exigências feitas pela prefeitura não têm respaldo legal. Segundo o Governo estadual, a paralisação das obras desrespeitaria uma decisão colegiada realizada no âmbito do Conselho Deliberativo da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.
Alegando que os motivos apontados pela Prefeitura de Cuiabá são inexistentes, o Estado pede a extinção da ação sem julgamento de mérito.
COMENTE ABAIXO:




















