Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
Crime em Peixoto

Médico que participou de duplo homicídio ficará em cela separada

Fonte: Reprodução

publicidade

O juiz João Zibordi Lara, plantonista da Comarca de Peixoto de Azevedo (692KM de Cuiabá), determinou que o médico Bruno Gemilaki Dal Poz, preso por envolvimento na morte de duas pessoas no último domingo (21), fique em uma cela separada na Cadeia Pública do Município. O pedido foi feito pela defesa dele e acolhido pelo magistrado.

Segundo a defesa do médico, o advogado Rogério Pereira, antes do assassinato dos idosos, Bruno já recebia tratamento psiquiátrico desde o fim da pandemia e foi pedido a continuação desse atendimento dentro da prisão.

O pedido para Bruno ter uma cela separada foi baseado no artigo 84 da lei de execução penal, e diz que ele ficará separado somente durante a prisão preventiva, pois ainda não foi julgado.

“Quanto ao pedido do custodiado ficar separados dos demais presos, de acordo com o artigo 84 da LEP [Lei de Execuções Penais] defiro. Oficie-se a Unidade Prisional competente para resguardar os direitos do custodiado […] No mais, em que pese a ausência de documentos comprobatórios da saúde psíquica do custodiado, determino que a Unidade Prisional providencie o atendimento adequado, em especial ao estado psicológico do preso ”, diz trecho da decisão.

O médico é filho de Ines Gemilaki, de 48 anos, e enteado de Márcio Ferreira Gonçalves, ambos suspeitos de estarem envolvidos nos homicídios de Pilson Pereira da Silva, 69 anos, e Rui Luiz Bogo, de 81 anos, durante um almoço, no domingo (21), em Peixoto de Azevedo. O irmão de Márcio, Eder Gonçalves Rodrigues, também é investigado pelo crime.

 

Entenda o caso

 

Na manhã do último domingo (21), Ines foi até uma delegacia de Peixoto de Azevedo e registrou um boletim de ocorrência alegando que estaria sofrendo ameaças por parte da família das vítimas por causa de um processo referente a um contrato de aluguel, e que ela teria ganhado a causa.

Leia Também:  Polícia Civil prende jovem por ameaçar e atear fogo na casa da mãe em Cuiabá

Na denúncia, Ines disse que, um dia antes, três homens teriam entrado na casa dela, procurando-a, mas somente o marido estava na residência. Em seguida, disseram ao marido que ela estava em dívida com eles, e teriam ameaçado o filho dela também.

Ainda conforme o registro, a pecuarista teria recebido mensagens no celular, sendo intimidada com a cobrança de uma dívida, que ela alegou não possuir.

Na tarde de domingo, por volta das 15h15, a família foi até a residência onde estava seu alvo, no Bairro Alvorada, e matou dois inocentes, segundo a Polícia Civil.

O crime foi filmado por câmeras de segurança, e as imagens mostram Inês portando um revólver, enquanto seu filho, o médico Bruno, segura uma espingarda.

Nos vídeos é possível ver que a mulher entra na casa e atira em uma das vítimas, que está deitada no chão, a poucos metros de distância. Imagens de duas câmeras de segurança mostram que ao menos oito pessoas estavam na casa, quando a mulher entrou atirando.

Depois ela vai até outros dois homens, que se escondem atrás do sofá, e aponta a arma para um deles. Não é possível ver se ela atirou na segunda vítima.

Dois idosos, identificados como Pilson Pereira da Silva, de 69 anos, e Rui Luiz Bogo, de 81 anos, morreram. Um padre que estava na residência ficou ferido.

O filho foi ao quintal e também efetuou disparos. Ines, que aparece de blusa azul, estava com uma pistola, e Bruno, de branco, estava com uma espingarda calibre 12.

Em outro trecho do vídeo, mãe e filho apareceram fugindo, carregando as armas de fogo.

A pecuarista Inês Gemilaki aparece sorrindo em uma filmagem logo após os assassinatos. O registro é de uma das câmeras de segurança da casa em que o crime aconteceu, ela sorri e em seguida aponta a arma para a câmera.

Na saída, antes de fugir, Inês nota a câmera do lado de fora e, sorrindo, aponta a arma para o dispositivo. No mesmo registro, após ser avisado pela mãe da câmera, o médico atira na filmadora com uma espingarda.

Leia Também:  Rotam apreende 87 porções de maconha e cocaína em ações em Sorriso

O trio foge do local em uma Ford Ranger que aguardava do lado de fora. No volante, segundo a Polícia Civil, estaria Márcio Ferreira Gonçalves, marido de Inês.

Logo após o crime, por volta das 15h40, mãe e filho pararam para comprar cerveja, água e refrigerantes quando passavam pela cidade de Matupá, a cerca de 13 km do local do homicídio. Uma câmera de segurança da conveniência do posto de combustível registrou o momento em que a suspeita apressou a atendente, enquanto falava ao telefone.

No dia 23 de abril, Marcio Ferreira Gonçalves, marido de Ines, foi preso em flagrante pela Polícia Civil em Alta Floresta, a 800 km de Cuiabá. O irmão dele, Eder Gonçalves Rodrigues, que confessou participação no duplo homicídio, também foi preso.

Na tarde de terça-feira (23), Inês e Bruno se entregaram à polícia de Peixoto de Azevedo. As prisões ocorreram após a advogada da família procurar a equipe da Polícia Civil para comunicar a intenção dos clientes de se entregar e solicitar o acompanhamento até a fazenda deles, onde estavam escondidos. Na propriedade foi dado o cumprimento aos mandados de prisão contra os investigados, porém ainda não foram localizadas as armas de fogo, e nem o carro utilizado por eles no dia do crime.

A pose altiva e confiante demonstrada por Inês após cometer o crime em nada se parecia aos registros do momento da prisão. Na fazenda em que ela e o filho estavam escondidos, Inês aparece sentada em uma cadeira, cabisbaixa.

Na delegacia, ela chegou a cobrir o rosto com uma blusa de frio, no intuito de encobrir o rosto para não ser filmada pela imprensa que a aguardava.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade