Principal político de Mato Grosso que apoia o futebol amador, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) lamentou a descoberta pela Polícia Civil de que integrantes do crime organizado estariam tomando decisões administrativas e lavando dinheiro de equipes participantes do torneio Peladão. Os indícios do crime organizado no torneio do futebol Peladão vieram a tona com a Operação Apito Final,deflagrada pela Polícia Civil. Ainda foi descoberto nas investigações que o tesoureiro do Comando Vermelho, Paulo Winter Farias Paelo é dono do time Amigos WT e usava a participação do clube no torneio para lavagem de dinheiro.
“Eu sou o parlamentar que tem dito, reverberado isso aqui. As facções criminosas estão no Legislativo, no Executivo, no Judiciário, nas forças de segurança, em igrejas, em centros espiritas, no esporte. No Peladão não seria diferente”, disse Wilson.
O torneio Peladão é realizado em Cuiabá graças a uma emenda parlamentar em conjunta do deputado Wilson Santos e do ex-deputado estadual Allan Kardec. O valor de R$ 300 mil foi liberado pela Secretaria de Estado de Esportes e Lazer.
Operação Apito Final
Em abril, o delegado Rafael Scatolon, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), disse que o time de futebol Amigos W.T., um dos mais conhecidos, “é destinado única e exclusivamente para fins de lavagem de dinheiro”. Segundo a autoridade policial, agremiação só existe para lavar dinheiro oriundo do tráfico de drogas. O governador Mauro Mendes (União) chegou a defender a exclusão da equipe do Peladão
O time é de propriedade de Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como W.T., preso em Maceió – Alagoas – durante um torneio. De acordo com a Polícia Civil, ele é tesoureiro da facção criminosa Comando Vermelho e líder de um esquema de lavagem de capitais, que teria movimentado cerca de R$ 65 milhões.





















