Número dois do governo de Mato Grosso, o governador em exercício Otaviano Pivetta está com dificuldades de transformar o seu partido, o Republicanos, em protagonista nas eleições deste ano. Apesar de possuir bons quadros, o Republicanos deve ficar fora da cabeça de chapa nas principais cidades. Além da falta de articulação, o alto comando do partido de Pivetta abriu mão de disputar a prefeitura dos principais municípios para apoiar candidato a prefeito filiado ao União Brasil, partido do governador Mauro Mendes.
Em Cuiabá, o Republicanos poderia lançar o deputado estadual Diego Guimarães que já manifestou interesse em ser candidato a prefeito. Porém, a decisão da cúpula do partido é apoiar o candidato do governador Mauro Mendes à Prefeitura de Cuiabá, o deputado estadual Otaviano Pivetta.
Resta ao partido de Pivetta brigar para indicar o vice de Botelho. A vereadora Maysa Leão será uma opção de vice, mas a indicação do seu nome pode esbarrar na primeira-dama Virginia Mendes. Virginia pode ter a prerrogativa de indicar o vice. Isso garantiria a esposa do governador engajada na campanha do presidente da Assembleia. Em um passado recente, Virginia já fez duras críticas a Botelho e sua conduta pessoal.
Já em Várzea Grande, a segunda maior cidade de Mato Grosso, o Republicanos deve apoiar o atual prefeito Kalil Baracat. O apoio a Kalil distancia o Republicanos e Pivetta da direita bolsonarista, que no município vai lançar a advogada Flávia Moretti (PL) a prefeita da cidade.
Em Rondonópolis, o Republicanos ensaiou a pré-candidatura de Adilton Sachetti a prefeito. Adilton, que já foi deputado federal e prefeito de Rondonópolis, já dá indícios que não será candidato nas eleições deste ano. Seu nome é cotado para vice do deputado estadual Thiago Silva (MDB), mas Adilton Sachetti deve recusar para não perder seu capital político concorrendo a um cargo sem expressão política.
Sem Sachetti, o Republicanos deve ser coadjuvante na disputa em Rondonópolis e ocupando uma posição de pouco destaque.
O cenário não é diferente em outras cidades. Essa falta de articulação política deve impactar nas eleições de 2026 quando Pivetta pretende ser candidato ao Governo de Mato Grosso.




















