Nesta quarta-feira (24), o Procurador-Geral de Justiça (PGJ) de Mato Grosso, Deosdete Cruz Júnior, anunciou oficialmente sua decisão de não concorrer à reeleição para permanecer à frente do Ministério Público do Estado. Em uma reviravolta política, ele declarou seu apoio ao promotor Rodrigo Fonseca, atual chefe do Núcleo de Ações de Competências Originárias (Naco), como seu sucessor.
O anúncio de Deosdete Cruz Júnior coincidiu com a divulgação de um manifesto por parte de promotores de Justiça, que pediram seu apoio em meio a críticas recebidas por suas recentes denúncias contra militares envolvidos em crimes. Essas ações geraram controvérsia e questionamentos sobre a condução do PGJ.
Anteriormente, o procurador enfrentou pressão significativa de promotores das áreas ambiental e criminal devido a recomendações administrativas que foram interpretadas como uma interferência na autonomia dos promotores, especialmente relacionadas ao perdão de dívidas e multas aplicadas a desmatadores.
Deosdete Cruz Júnior planeja deixar o comando do MPMT no final deste ano para se candidatar a uma vaga de desembargador no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). As vagas serão abertas devido à aposentadoria compulsória de dois magistrados, um em agosto deste ano e outro em abril do próximo ano, conforme estabelece o Quinto Constitucional.



















