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Caso Raquel

Cattani diz que ex-genro usou seu dinheiro para pagar assassino

Foto: Reprodução

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O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) fez uma grave acusação em entrevista ao Jornal do Meio-Dia desta terça-feira (6), revelando que o ex-genro, Romero Xavier, teria utilizado o dinheiro que Cattani lhe pagou para encomendar o assassinato de sua filha, Raquel Cattani.

O parlamentar explicou que a dívida de R$ 4 mil que tinha com Romero Xavier, referente a um serviço de cerca realizado na sua propriedade, foi quitada no mesmo dia em que Raquel foi assassinada em sua residência no assentamento Pontal do Marapé. Segundo Cattani, o valor pago ao ex-genro foi usado por ele para contratar Rodrigo Xavier, seu irmão, para cometer o crime.

Em sua entrevista, Cattani relatou que foi o primeiro a desconfiar do ex-genro, mas que um álibi aparentemente sólido complicava a investigação inicial. “Nós não podíamos fazer nada enquanto não tivéssemos certeza de quem seria a pessoa que cometeu o crime. Ele tinha um álibi muito forte e comprovou que não estava na cena, mas tinha encomendado o crime”, afirmou o deputado.

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Raquel Cattani, de 26 anos, foi encontrada morta em sua residência com múltiplas lesões provocadas por arma branca no dia 19 de julho. A investigação envolveu a entrevista de 150 pessoas e a análise de imagens de câmeras de segurança das cidades vizinhas. As evidências reunidas pelos policiais apontaram Romero Xavier como o mandante do crime e Rodrigo Xavier como o executor.

O deputado destacou o sofrimento causado pela perda da filha e criticou a justiça brasileira, sugerindo que o sistema penal é insuficiente para crimes dessa magnitude. “Uma pessoa que faz uma coisa dessas é um animal e tem que ser tratado como tal. Foram 4 dias com o maior sofrimento que um ser humano pode passar, mas sempre com esperança de que nós poderíamos chegar ao autor e ele pudesse cumprir tudo aquilo que a Justiça determina para quem faz esse tipo de coisa, o que é muito pouco. Nós precisamos ter, inclusive, pena de morte no nosso país”, declarou Cattani.

No decorrer das investigações, Romero Xavier criou diversos álibis falsos, como almoços e eventos sociais, para desviar a atenção das autoridades. No entanto, a polícia conseguiu desmascarar as mentiras e identificar os responsáveis pelo crime. Os irmãos Xavier foram indiciados por homicídio triplamente qualificado, sendo o crime caracterizado como feminicídio com promessa de recompensa e emboscada. Rodrigo também responderá por furto, enquanto Romero enfrenta um inquérito separado em Lucas do Rio Verde por porte irregular de arma de fogo.

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