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Câmara Federal

Gisela lamenta ausência de Abilio na votação de pacote antifeminicídio

Foto: Assessoria

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O deputado federal e candidato a prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), mais uma vez não se comprometeu com as pautas em defesa da mulher vítima de violência. Ele se absteve das votações que garantiram a aprovação do pacote de leis antifeminicídio, ocorridas na noite de quarta-feira (11) na Câmara Federal.

Mesmo participando da sessão de forma online, Abilio já havia registrado voto em outros projetos da sessão noturna, o parlamentar se ausentou durante as votações dos pedidos de retirada de pauta e o adiamento da discussão. Inclusive, o partido do qual faz parte, o PL, tentou obstruir o projeto em plenário.

O pacote antifeminicídio, de autoria da senadora Margareth Buzzetti (PSD) e relatado na Câmara Federal pela deputada Gisela Simona (União), visa reforçar as leis de proteção às mulheres contra a violência.

Gisela lamentou a omissão de Abilio diante de um projeto tão importante, ainda mais por estar na disputa para a prefeitura. Ela destaca que é importante que o próximo prefeito da capital do estado que mais mata mulheres seja atuante na defesa das mulheres.

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“A prefeitura tem um papel fundamental na defesa das mulheres vítimas de violência, na assistência, no amparo, na reinserção dessa mulher no mercado de trabalho e no acompanhamento psicológico também, então, uma pessoa que quer ser prefeito da capital do estado que mais mata mulher não pode se omitir numa situação dessa”, afirmou a deputada.

Essa não foi a primeira vez que Abilio se posicionou contra pautas de proteção às mulheres. Ele também é coautor do polêmico Projeto 1904/2024, que propõe uma punição mais severa para mulheres que abortam com autorização judicial após um estupro, equiparando o ato a assassinato — uma pena maior que a aplicada ao próprio estuprador.

Entre os deputados do PL de Mato Grosso, Nelson Barbudo (PL) votou contra o adiamento da votação e a retirada de pauta, ajudando a aprovar o pacote antifeminicídio. Já José Medeiros (PL) e coronel Fernanda (PL) se posicionaram a favor da obstrução em ambas as votações.

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