A alta taxa de abstenção marcou o segundo turno das eleições municipais de Cuiabá neste domingo (27). Com 114.533 eleitores, o que representa 25,73% dos aptos, ausentes das urnas, a falta de participação chamou a atenção, superando inclusive o índice de 22,9% registrado no primeiro turno. Nem mesmo as campanhas e alertas do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para incentivar a presença dos eleitores foram suficientes para evitar o aumento na abstenção.
Apesar da ausência significativa, a capital mato-grossense elegeu seu próximo prefeito. O deputado federal Abílio Brunini (PL) venceu o pleito com 53,80% dos votos, enquanto o candidato Lúdio Cabral (PT) recebeu 46,20%. A diferença de aproximadamente 24 mil votos consolidou a vitória de Abílio com 171.324 eleitores a seu favor, frente aos 147.127 votos de Lúdio.
Ainda que o resultado das urnas traga clareza sobre a preferência dos eleitores presentes, os números de abstenções, votos brancos e nulos reforçam o que muitos analistas destacam como um desafio crescente para a política: a desconexão entre o eleitorado e os processos eleitorais. Além das abstenções expressivas, 4.852 eleitores (1,47%) votaram em branco, enquanto outros 7.234 (2,19%) anularam seu voto.
Para os observadores da cena política, a questão da abstenção no Brasil levanta pontos cruciais, sugerindo a necessidade de estratégias mais eficazes para incentivar a participação cívica. A resposta para a alta taxa de ausências pode residir tanto na crescente polarização política, que cansa parte dos eleitores, quanto na falta de identificação com os candidatos apresentados.





















