O governador Mauro Mendes (União) divulgou um vídeo na rede social Instagram criticando duramente a rede de supermercados Carrefour, após seu CEO global Alexandre Bompard anunciar que a rede varejista na França deixará de comercializar carnes dos países do Mercosul. Trata-se do bloco econômico que une Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia e Venezuela.
O governador defendeu que os brasileiros apliquem a “lei da reciprocidade” e boicotem o Carrefour e a rede supermercados Atacadão. Ambos são controlados pelo grupo empresarial francês desde 2007.
“Se o Brasil não serve para vender carne para eles, eles não servem para vender produtos franceses. E até por que não dizer que essa empresa não deveria ser bem vista aqui no nosso país”, afirmou o governador nesta quinta-feira (21).
“A partir de agora quero dizer a esse diretor-geral do Carrefour, do Atacadão, que eu como cidadão não vou mais comprar nas lojas dele. Acho que quem é do agronegócio brasileiro poderia pensar em fazer o mesmo. Acho que todos nós. brasileiros, para honrar o nosso país, devíamos pensar em dar o mesmo tratamento que eles estão dando ao nosso país”, acrescentou.
Mauro Mendes avalia que a decisão da rede Carrefour é uma forma manifestação contrária a um acordo que está prestes a ser assinado entre o Mercosul e a União Europeia.
Segundo o governador, os franceses são incapazes de disputar no mercado internacional com o agronegócio brasileiro. Por isso, em sua avaliação, utilizam esses “artifícios” para boicotar a produção do Brasil e de outros países que compõem o Mercosul. Ele ainda estendeu suas críticas ao presidente francês, Emmanuel Macron, e aqueles que tentam barrar o agro com o argumento de defesa do meio ambiente.
“Fica mais uma vez claro que essa história do senhor Macron e de muitos ambientalistas, que se dizem defensores do meio ambiente, isso é muita conversa fiada. Porque no fundo eles querem usar muitas vezes o meio ambiente para criar barreiras contra o agronegócio brasileiro e de alguns outros países da América do Sul”, disse.
“Quero dizer ao senhor Carrefour, ao diretor-geral desta empresa, que ele tem sim o direito de comprar de quem ele quer para mandar produto para a França. Mas que nós brasileiros também temos o mesmo direito, nós também podemos comprar de quem nós quisermos”.






















