O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) emitiu uma nota de repúdio contra as recentes declarações do governador Mauro Mendes, que sugeriu a existência de magistrados “corruptos”. Em resposta, a Corte destacou o compromisso ético e a transparência que pautam a atuação do Poder Judiciário, classificando as declarações como ofensivas e desprovidas de fundamentos concretos.
De acordo com o TJMT, tais afirmações generalizadas colocam em risco a credibilidade e a confiança da sociedade no Judiciário, comprometendo a imagem de magistrados que diariamente exercem suas funções com responsabilidade e dedicação. “O Tribunal de Justiça de Mato Grosso repudia veementemente tais declarações, que não se baseiam em qualquer prova ou fato concreto”, afirmou o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira.
O presidente também ressaltou que a independência entre os Poderes é essencial para a manutenção do Estado Democrático de Direito. “Ataques como este prejudicam a harmonia entre os Poderes e comprometem a confiança da sociedade nas instituições”, destacou Zuquim Nogueira. Ele reforçou ainda que eventuais irregularidades, caso existam, devem ser apuradas pelos órgãos competentes e não tratadas de maneira genérica ou leviana.
A polêmica gerou grande repercussão entre associações e entidades representativas. A Associação Mato-Grossense de Magistrados (AMAM) manifestou solidariedade ao TJMT, afirmando que as declarações do governador são inaceitáveis e desrespeitam os magistrados que atuam com ética e compromisso. “Não podemos aceitar acusações que colocam em xeque a integridade de toda uma classe”, afirmou a entidade em nota.
A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) também repudiou as declarações do governador, reforçando a importância de que as lideranças públicas mantenham um diálogo responsável e respeitoso.
O TJMT reiterou seu compromisso com a transparência e com o combate à corrupção. O Judiciário de Mato Grosso segue as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e possui mecanismos de controle interno que asseguram a ética no exercício da magistratura. A instituição reforçou que condutas irregulares, quando identificadas, são devidamente apuradas e punidas.
















