Deputados federais de Mato Grosso filiados ao Partido Liberal (PL) participaram nesta terça-feira (5) de um protesto silencioso na Câmara dos Deputados, em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e em repúdio às decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Com esparadrapos colados na boca, olhos e ouvidos, os parlamentares simbolizaram o que classificam como censura, perseguição política e cerceamento das liberdades no Brasil.
Entre os participantes estavam os deputados José Medeiros, Rodrigo da Zaeli, Nelson Barbudo e Coronel Fernanda. Todos fazem parte da bancada conservadora e reforçaram o coro bolsonarista que cobra a votação imediata do chamado “pacote da paz”.
O pacote reúne três principais pautas:
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Anistia ampla, geral e irrestrita aos manifestantes presos após os atos de 8 de janeiro de 2023;
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O impeachment do ministro Alexandre de Moraes;
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E a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim ao foro privilegiado.
“Estamos sendo silenciados pelo ativismo judicial. Esse protesto é um grito mudo pela democracia e pelo fim da perseguição aos conservadores”, afirmou José Medeiros, que também colou esparadrapo nos olhos e nos ouvidos como forma de protesto mais contundente.
Coronel Fernanda declarou que o Brasil vive “uma grave ruptura institucional” e cobrou reação urgente do Congresso. “O povo clama por justiça e liberdade. Não podemos assistir de braços cruzados ao STF ultrapassar os limites constitucionais.”
O grupo obstruiu a abertura da sessão plenária ao ocupar a Mesa Diretora da Câmara. O clima esquentou quando o líder do PT na Casa, deputado Lindbergh Farias (RJ), tentou retomar a sessão e acabou discutindo com os bolsonaristas. A oposição classificou o ato como antidemocrático e disse que levará os envolvidos ao Conselho de Ética da Câmara.
Apesar das críticas da esquerda, o protesto foi amplamente apoiado nas redes sociais por eleitores bolsonaristas e lideranças conservadoras, que veem no gesto um símbolo de resistência contra o que chamam de abuso de poder do Judiciário.
Até o momento, a presidência da Câmara não se pronunciou sobre o protesto nem sobre as pautas exigidas pelo grupo.






















