A manhã desta segunda-feira (1º) foi marcada pela assinatura dos contratos de concessão de três trechos de rodovias estaduais, consolidando um novo avanço na infraestrutura viária de Mato Grosso. As vias fazem parte do Programa de Concessões Rodoviárias do Estado e foram leiloadas em março deste ano, na Bolsa de Valores de São Paulo.
Foram oficializadas as concessões da Rota do Arinos (237,5 km – MTs 160, 220, 242 e 338), com trechos que passam por Novo Horizonte do Norte, Porto dos Gaúchos, Itanhangá, Juara e Tapurah; da Rota da Produção (418,5 km – MTs 160, 235, 249 e 480), atendendo Diamantino, São José do Rio Claro, Campo Novo do Parecis, Nova Maringá, Nova Mutum, Nova Marilândia, Santo Afonso e Tangará da Serra; e da Rodovia da Integração (308,3 km – MTs 020 e 326), que liga Paranatinga, Campinápolis, Água Boa e Canarana.

Ao todo, são 964,3 km de rodovias que passarão a ser administradas pela iniciativa privada, com previsão de investimentos em melhorias, manutenção e segurança viária. Durante o evento, Marcelo Oliveira, secretário da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (SINFRA), destacou os impactos positivos que as concessões trarão para o estado, principalmente nos municípios que receberão obras de reforma e modernização das rodovias.
“Eu quero dar uma alegria aos prefeitos, porque muitas das vezes eles se sentem penalizados ‘poxa, vai cobrar pedágio na minha região’, mas eu quero dizer duas coisas a vocês: a geração de empregos diretos serão 14 mil vagas e no emprego indireto serão quase 30 mil. Quase 45 mil empregos serão gerados por essas concessões de rodovias. As empresas estão fazendo um investimento operacional em torno de R$ 3,5 bilhões de reais para Mato Grosso. O Estado nunca recebeu um investimento tão grande como este”, disse Oliveira.
O secretário também falou sobre os benefícios financeiros para os municípios, a partir da finalização das obras e início da operação das rodovias concedidas.
“A arrecadação para os municípios será de aproximadamente 700 milhões de reais em uma primeira visão. Conforme vai aumentando o fluxo de carros e o fluxo de passagem, o valor vai subindo. Não vamos somente pagar o pedágio, vamos ter estradas boas e corrigidas, melhora na qualidade de vida da população e também maior valorização”, afirmou o secretário.
Representando os prefeitos, o prefeito de Diamantino, Chico Mendes (União), comemorou os avanços na malha viária da região e destacou a importância estratégica da localização de seu município.
“Essa visão logística do Estado de Mato Grosso que o Marcelo teve, eu ainda não tinha visto. Nós estamos exatamente na confluência da saída da 163 para a 164, que vai pro nortão e para Rondônia, isso é um bom privilégio. A malha viária que vai interligar aqui na 249 e a nova 160, portanto desta vez Diamantino foi bastante privilegiada. A gente não consegue vir aqui e ficar sem fazer um pedido. Estamos sonhando com a interligação Juara passando por Diamantino, somente assim vamos ter certeza da malha logística para a nossa cidade”, ressaltou.
O secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, ressaltou o trabalho técnico necessário para viabilizar as concessões e destacou a segurança jurídica do modelo adotado.
“Não é fácil viabilizar mais de mil quilômetros de estrada e de novas pavimentações por ano. Isso demanda muito esforço da equipe e modelagem de concessão também não é uma tarefa fácil. Aqui a gente fez um pacto, um contrato e parceria com a iniciativa privada por 30 anos. É um contrato muito bem trabalhado, com condições bem trabalhadas e equilibradas, que nos dê toda a segurança jurídica pros próximos 30 anos para termos uma boa convivência. Essa é uma grande aposta no futuro do Estado de Mato Grosso”, destacou.
Fabio também apontou que Mato Grosso é o Estado que mais investe proporcionalmente no país e que isso é resultado de um modelo eficiente de gestão pública.
“Mato Grosso, há cinco anos consecutivos, é o Estado que mais investe no Brasil. Somos o Estado que devolve à sociedade o maior número de receita corrente líquida, enquanto a média nacional é de aproximadamente 7%, nós investimos três vezes mais que a média dos outros Estados brasileiros. A União investe de 1% do que arrecada”, avaliou.
Encerrando sua fala, reforçou a importância da parceria com o setor privado para o crescimento do estado, destacando o protagonismo do setor produtivo mato-grossense.
“Essa parceria era tudo que o setor produtivo de Mato Grosso precisava. Soja, milho, algodão e pecuária, tudo o que esse setor arrecada durante um ano inteiro é o que as empresas privadas confiaram em Mato Grosso. Esse investimento nos ajudará a viabilizar no dia de hoje. Acelerando nosso desenvolvimento e crescimento em parceria com o setor privado. Esse modelo não é novo, já é realizado na Europa e foi assim que ela deu seu salto de qualidade de infraestrutura”, finalizou.




















