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CONSUMO E CRÉDITO

Endividamento atinge 43,8% da população de Mato Grosso e dívida já soma mais de R$ 6,2 bilhões

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O endividamento dos mato-grossenses alcançou níveis alarmantes em 2025. Segundo levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), 43,81% da população do estado está inadimplente, o que representa 1,142 milhão de pessoas com contas em atraso. O valor total das dívidas ultrapassa R$ 6,261 bilhões, colocando Mato Grosso entre os estados com maior índice proporcional de negativados.

O estudo revela ainda que cada consumidor endividado deve, em média, R$ 5.479,40. O tempo médio de atraso no pagamento é de 2,3 anos, o que demonstra que a inadimplência não é um problema momentâneo, mas sim acumulado ao longo do tempo.

Cuiabá registra alta no endividamento

Na capital, o cenário também preocupa. Dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC) apontam que o percentual de famílias com dívidas “a vencer ou parceladas” subiu de 85,9% em junho para 86,5% em julho. Apesar da alta, houve uma leve redução no número de famílias inadimplentes: de aproximadamente 34 mil em julho para 32 mil em agosto. Na comparação anual, a queda é ainda maior, indicando que algumas medidas de renegociação começam a surtir efeito.

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Consumo no crédito pressiona orçamentos

O crescimento das compras parceladas e do uso do cartão de crédito tem sido apontado por especialistas como um dos principais fatores que alimentam o endividamento. Em muitos casos, o consumidor consegue manter o pagamento mínimo, mas acaba prolongando a dívida com juros elevados.

Economistas defendem que o aumento no comprometimento da renda com parcelas futuras representa um risco, principalmente em um estado em que boa parte da população tem renda variável, ligada ao agronegócio e ao setor de serviços.

Medidas para reverter o cenário

Para especialistas, é necessário fortalecer ações de educação financeira e ampliar iniciativas de renegociação de dívidas, como os mutirões já realizados em parceria com órgãos de defesa do consumidor. A recomendação é que as famílias busquem equilibrar o orçamento, priorizando o pagamento de contas essenciais e evitando comprometer renda futura com parcelas de longo prazo.

Embora haja sinais de melhora na capital, o valor expressivo das dívidas no estado mostra que o desafio permanece grande e exige esforços conjuntos de consumidores, instituições financeiras e poder público.

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