Na manhã desta sexta-feira (12), a Polícia Civil deflagrou a “Operação Rede de Mentiras”, que movimentava milhões de reais por meio de um esquema de pirâmide financeira envolvendo empresas que atraíam investidores com promessas de lucros mensais.
Até o momento, foram identificadas 27 vítimas, porém estima-se que o número seja maior. A ação foi realizada em parceria com o Ministério Público (MP-MT) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Segundo as investigações da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), foram encontrados indícios de lavagem de dinheiro, estelionato, associação criminosa, além de crimes nas relações de consumo e contra a economia popular. O grupo era liderado por J. R. V. B., de 42 anos.
Três empresas foram ligadas às investigações como intermediárias. Os “clientes” eram atraídos por meio de propagandas no YouTube, redes sociais e transmissões ao vivo. A promessa era de uma “rentabilidade sem risco”.
A Polícia Civil apresentou ao Judiciário provas que indicam grandes prejuízos aos investidores, com valores que podem chegar a milhões de reais. Além disso, houve casos em que famílias inteiras foram lesadas, com registros de ameaças e relatos de intimidações a clientes que questionavam a falta de pagamento.
Foram cumpridos um mandado de prisão preventiva, quatro mandados de busca e apreensão e ordens judiciais de sequestro de bens e valores, que somam R$ 1,3 milhão, além da suspensão do registro de pessoas jurídicas e proibição do exercício de atividade econômica.






















