Defasagem tecnológica é o maior desafio do setor
Apesar do crescimento modesto, o principal gargalo não é apenas a falta de espaço. Mais de 90% das unidades operam com processos manuais, dependendo de operadores para acionar sistemas básicos de aeração e controle. “Isso aumenta o risco de deterioração, já que o grão é um organismo vivo e responde a alterações de temperatura e umidade”, alerta Adriano Mallet, diretor da Agrocult Consultoria e Treinamento em Armazenagem, com mais de 30 anos de experiência no setor.
Retrofit e automação: caminho para eficiência operacional
Especialistas apontam que a modernização das unidades por meio do retrofit é a forma mais rápida de aumentar a eficiência operacional. “Com automação, a unidade deixa de depender de rotinas manuais. Sensores monitoram em tempo real e acionam os equipamentos necessários para manter as condições ideais. O ganho de eficácia na armazenagem compensa o investimento”, afirma Everton Rorato, diretor comercial da PCE Engenharia.
Qualidade do grão e competitividade no mercado
Além de reduzir perdas, custos com energia e mão de obra, a atualização tecnológica prepara os armazéns para a valorização da qualidade do grão. “Hoje, já se remunera pelo teor de óleo e proteína, indicadores diretamente ligados à performance da armazenagem. Unidades modernizadas tornam-se mais competitivas nesse cenário”, completa Rorato.






















