Iniciada em julho de 2024, a Operação Código Seguro entra em sua terceira fase, que visa combater a comercialização de dados sensíveis e o fornecimento de ferramentas utilizadas em diversas fraudes e crimes praticados pela internet. A Polícia Civil cumpriu 48 ordens judiciais, todas fora do estado de Mato Grosso, nos seguintes locais: São Paulo (SP), Francisco Alves (PR), Fortaleza (CE), Riachão (MA), Cabo Frio (RJ), Jaraguá do Sul (SC), Lauro de Freitas e Apuarema (BA), Manaus (AM) e Coronel Murta (MG).
A investigação, que começou em julho de 2024, identificou um núcleo de atuação de uma facção criminosa especializado na manipulação de informações veiculares. O grupo criminoso obtinha credenciais de acesso a sistemas governamentais restritos, por meio dos quais acessava informações como números de chassi, motor e placas de veículos.
Esses dados eram coletados de forma indevida com o objetivo de facilitar a reinserção de veículos roubados no mercado, por meio da alteração de seus sinais identificadores, simulando legalidade. Além da fraude na comercialização de veículos, o grupo também atuava com clonagem de cartões e venda de dados, utilizando aplicativos como WhatsApp e Telegram.
A polícia identificou ainda o uso de plataformas de apostas esportivas, aplicativos de transporte (como 99 e Uber) e empresas de recarga de celular, utilizados como ferramentas para aplicar fraudes com cartões clonados.
Foram cumpridos sete mandados de prisão. Três sites foram retirados do ar, além de sete canais no Telegram. Também foram realizados 15 mandados de busca e apreensão, 15 medidas de afastamento telemático (quebra de sigilo de dados) e o sequestro de valores que ultrapassam R$ 5,9 milhões.
A primeira fase da operação ocorreu em julho de 2024, e a segunda, em novembro do mesmo ano. A terceira fase contou com a atuação da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), em parceria com equipes da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz), Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Mato Grosso.





















