Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
SEGURANÇA PÚBLICA

Governador critica falta de criminalização contra as facções no país

publicidade

O governador Mauro Mendes (União), afirmou que facções criminosas atuam como grupos terroristas ao impor medo e controle sobre territórios. A declaração foi dada ao comentar a articulação envolvendo Eduardo Bolsonaro (PL) junto ao governo dos Estados Unidos para classificar organizações criminosas brasileiras como terroristas.

Segundo Mendes, o conceito de terrorismo está ligado à prática de violência sistemática e à imposição do medo à população, características que, na avaliação dele, já fazem parte da atuação dessas organizações no Brasil.

“Para mim, terrorista, o maior conceito que eu entendo, e que todos entendem, é quem pratica o terror. Quem dissemina o medo. Quem exerce o poder com a força, com o terror e com o medo. Falar que esses bandidos não fazem isso é palhaçada. É desconhecer as centenas de imagens que rodam pelo Brasil, nas redes sociais, nos grupos de WhatsApp”, afirmou.

O posicionamento ocorre em meio à discussão nos Estados Unidos, durante a gestão do presidente Donald Trump, sobre a possibilidade de enquadrar facções brasileiras como organizações terroristas. A medida, ainda em análise pelo Departamento de Estado.

Leia Também:  Após vitória da direita no Parlamento Europeu, Bolsonaro diz que Brasil é o próximo

Atualmente, duas das principais facções do país estão sob monitoramento das autoridades americanas, que apontam risco à segurança regional devido ao envolvimento com narcotráfico, violência e crime transnacional, sendo elas: Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

Para Mendes, no entanto, a realidade vivida em diversas regiões do Brasil evidencia o domínio dessas facções por meio da violência.

“É uma hipocrisia dizer que esses caras não estão dominando territórios inteiros, bairros inteiros, cidades inteiras, pelo medo e pelo terror e pela incompetência do Estado brasileiro por não ter mecanismos legais para combater isso”, declarou.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade