O pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que busca se consolidar como um representante do agronegócio brasileiro e destacou a importância do setor para a economia do país. Na ocasião, o também senador ressaltou que iria ouvir as demandas dos produtores rurais e compreender os desafios enfrentados pelo segmento.
Ao ser questionado sobre o cenário do agronegócio no país, o primogênito relembrou ações adotadas pela gestão do pai, Jair Bolsonaro, e defendeu a continuidade e melhoria de políticas voltadas ao fortalecimento do setor.
“Espero que sim, né? Até em memória do que o presidente Bolsonaro fez pelo agro-brasileiro. Uma via de mão dupla e o agro aproveitando o ambiente positivo de negócios aqui no Brasil. O respeito internacional e o agro cresceram bastante com o presidente Bolsonaro. Na época, o Bolsonaro tinha linhas de crédito suficientes, tinha o plano safra desburocratizado, com juros mais baixos, então o presidente sempre tratou muito bem o agro”, destacou o senador.
Flávio afirmou que pretende retomar políticas de incentivo ao setor, com foco na ampliação do crédito e na redução de juros, além de garantir responsabilidade fiscal como forma de estimular o ambiente de negócios no Brasil.
“Eu quero aqui me comprometer, obviamente, a restabelecer as linhas de crédito do plano safra de forma simplificada, com juros bem mais baixos, porque nós vamos ser um governo que tem responsabilidade fiscal, por consequência a tendência é que os juros baixem bastante, porque o Brasil precisa financiar quem quer empreender e é o caso aqui, eu quero me comprometer com isso”, afirmou.
O senador aproveitou para abordar a questão das reservas indígenas, criticando a atuação do governo atual, e defendeu mudanças na condução das políticas relacionadas ao tema no Estado de Mato Grosso.
“Eu quero me comprometer também com a questão das reservas indígenas. É inaceitável essa tentativa ideológica do atual governo de atrapalhar o agro brasileiro. Tem pedidos na FUNAI para demarcações de reservas indígenas que podem totalizar 2 milhões de hectares, atingindo 22 municípios aqui em Mato Grosso. Isso é inaceitável, e, se depender do nosso governo, nenhuma dessas reservas será demarcada, porque a vocação do Estado do Mato Grosso é a produção”, ressaltou.
Apesar das críticas, Flávio Bolsonaro defendeu a necessidade de garantir autonomia às comunidades indígenas dentro de suas terras.
“Nós vamos respeitar os indígenas, inclusive essa outra pauta que eu vou me comprometer, vamos de fato respeitar a autonomia dos povos indígenas para que eles decidam o que tem que ser feito na sua terra, se tem que ser plantação, se tem que ter exploração mineral, óbvio que o público tem muita responsabilidade, inclusive ambiental”, concluiu.






















