O deputado estadual Valdir Barranco (PT) criticou a proposta de incentivo ao armamento de mulheres como forma de combate à violência doméstica, ao citar o caso do assassinato de Raquel Cattani, filha do também deputado estadual Gilberto Cattani (PL). A declaração foi dada ao comentar o debate sobre segurança e políticas públicas voltadas às mulheres em Mato Grosso.
Ao abordar o caso, Barranco argumentou que o acesso a armas não garante proteção contra a violência e exemplificou a fala utilizando o caso de fatalidade da filha do colega de gestão.
“Se isso funcionasse, a filha do Cattani não teria sido vítima de feminicídio. Porque sempre eles andaram armados, sempre. Tem uma foto de família com todos os membros da família dele armados, todos. E foi vítima. A gente sabe, é ciência. Esse povo tem que parar de ser negacionista, tem que pegar os livros, estudar”, destacou.
O deputado também defendeu que o enfrentamento à violência deve ocorrer por meio de políticas públicas estruturais, como educação e prevenção, e criticou o que considera incoerência no tratamento de casos envolvendo diferentes grupos sociais.
“Então, eles têm que estudar e saber que, se você armar a mulher porque ela é vítima da violência doméstica, o marido, o companheiro, o bandido que não tem o preparo, ele vai praticar violência, vai tomar a arma e vai matar ela com aquela arma. Então, nós precisamos de investir em políticas de educação”, afirmou.
Barranco aproveitou para destacar a ausência de iniciativas concretas voltadas à prevenção da violência e ao fortalecimento de políticas públicas no estado, criticando a postura de lideranças diante desses casos.
“Eu não vejo essa iniciativa aqui no Estado de Mato Grosso, e é um Estado em que quem ocupa os grandes espaços de poder se arvora quando ocorre uma violência de alguém que está lá embaixo. Mas quando é alguém do alto escalão que pratica violência doméstica, todo mundo se cala”, finalizou.






















