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Algodão sobe no Brasil e em NY: exportações sustentam preços e plantio avança nos EUA, aponta Cepea e USDA

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Exportações fortalecem preços do algodão no Brasil e reduzem oferta interna

Os preços do algodão em pluma no mercado brasileiro avançaram pelo quinto mês consecutivo em abril, alcançando os maiores níveis nominais desde julho de 2025. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o movimento é sustentado principalmente pelo bom desempenho das exportações, que vem reduzindo a disponibilidade de produto no mercado doméstico.

Outro fator que contribuiu para a alta foi a valorização do petróleo, que influencia diretamente a cadeia de fibras e commodities agrícolas.

Mercado interno tem baixa liquidez e agentes adotam postura cautelosa

Apesar da alta nas cotações, o mercado interno apresentou liquidez limitada ao longo do mês. De acordo com o Cepea, o cenário foi marcado por diferenças de preço e qualidade entre os lotes, além da postura mais conservadora dos agentes de mercado.

No setor industrial, a estratégia predominante foi o uso de estoques próprios e o cumprimento de contratos a termo. Já os comerciantes concentraram esforços em negociações pontuais e operações casadas, voltadas a demandas previamente programadas.

Indicador Cepea/Esalq acumula alta de 5,74% em abril

O Indicador CEPEA/ESALQ do algodão em pluma (pagamento em oito dias) registrou alta de 5,74% entre 31 de março e 30 de abril, encerrando o mês cotado a R$ 4,1421 por libra-peso.

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O valor representa o maior patamar nominal desde 25 de julho de 2025, reforçando a tendência de recuperação dos preços no mercado interno.

Paridade de exportação reforça competitividade do mercado brasileiro

Além do aumento da demanda externa, a paridade de exportação também influenciou a formação de preços em abril. Segundo pesquisadores do Cepea, o algodão brasileiro foi negociado, em média, 6,6% acima da paridade no período — maior vantagem registrada para o mercado doméstico desde agosto de 2025.

Mesmo assim, em termos reais (deflacionados pelo IGP-DI de março de 2026), os preços ainda estão 5,02% abaixo do observado em abril de 2025.

Algodão em Nova York fecha em alta com ajuste técnico

Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures), os contratos futuros de algodão encerraram a sessão em alta, após movimento de correção técnica.

Os contratos com vencimento em julho fecharam a 84,80 centavos de dólar por libra-peso, avanço de 1,88 centavo (alta de 2,26%). Já os contratos de outubro encerraram a 85,59 centavos, com ganho de 2%.

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A recuperação ocorre após perdas registradas na sessão anterior, indicando ajuste pontual do mercado.

USDA aponta avanço do plantio do algodão nos Estados Unidos

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que o plantio do algodão no país atingiu 21% da área prevista até o momento.

O número supera o registrado no mesmo período do ano passado (20%) e também a média dos últimos cinco anos, que é de 19%. Na semana anterior, o índice era de 16%, indicando aceleração do ritmo de semeadura.

Mercado global segue atento a oferta e demanda

O cenário do algodão combina fatores internos e externos: no Brasil, exportações sustentam os preços e reduzem estoques; no mercado internacional, o avanço do plantio nos EUA e ajustes técnicos em Nova York seguem influenciando a volatilidade das cotações.

A tendência para as próximas semanas dependerá do ritmo das exportações brasileiras e das condições climáticas nas principais regiões produtoras norte-americanas.

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