O Rio Grande do Sul deu início oficialmente à safra 2026 da erva-mate durante a tradicional Festa da Colheita da Erva-Mate, realizada no município de Machadinho. O evento destacou a força econômica, cultural e produtiva da cadeia ervateira gaúcha, além das novas oportunidades de expansão do setor no mercado nacional e internacional.
A expectativa é que o Estado produza cerca de 310 mil toneladas de folha verde nesta safra, cultivadas em aproximadamente 30 mil hectares de ervais distribuídos em mais de 7 mil propriedades rurais.
A cultura da erva-mate está presente em 173 municípios gaúchos e segue como uma das atividades agrícolas mais importantes para a agricultura familiar e para a economia regional.
Setor da erva-mate busca novos mercados e diversificação
Durante a abertura oficial da safra, lideranças do setor produtivo, representantes estaduais e municipais discutiram os desafios e as oportunidades da cadeia ervateira.
O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, Márcio Madalena, destacou que o setor vive uma nova fase após o reconhecimento da Indicação Geográfica (IG) da erva-mate de Machadinho.
“Temos um grande desafio que precisa ser encarado de forma conjunta por todo o setor produtivo: ampliar mercados e diversificar os produtos derivados da erva-mate. Estamos em outro momento e temos potencial de crescimento em mercados do Oriente Médio, Europa e Ásia, que precisa estar no foco do setor produtivo daqui para frente”, afirmou.
A estratégia do setor passa pelo fortalecimento da exportação, agregação de valor aos produtos e ampliação do consumo em novos nichos de mercado.
Rio Grande do Sul lidera beneficiamento da erva-mate no Brasil
De acordo com dados da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, a cadeia produtiva da erva-mate no Estado está organizada em cinco polos ervateiros.
O Rio Grande do Sul também mantém liderança nacional no beneficiamento da erva-mate brasileira, com pelo menos 163 indústrias em atividade.
O presidente do Instituto Brasileiro da Erva-Mate, Alberto Tomelero, ressaltou que o avanço tecnológico e a inovação serão fundamentais para garantir maior competitividade ao setor.
“Já evoluímos muito, com tecnologia e inovação, mas ainda temos muito o que fazer pelo setor ervateiro. Precisamos aproximar as pessoas que fazem parte dessa cadeia produtiva do público consumidor e avançar em qualidade e produtividade, sempre buscando novos mercados, inclusive no cenário internacional”, destacou.
Pesquisa, produtividade e consumo estão entre os desafios do setor
O presidente da Emater/RS-Ascar, Claudinei Baldissera, reforçou o compromisso da instituição em apoiar o desenvolvimento da cadeia produtiva da erva-mate no Estado.
Segundo ele, o fortalecimento do setor depende da construção de políticas públicas voltadas à produtividade, sustentabilidade e ampliação do consumo.
“A Emater reafirma o compromisso de ajudar o setor a superar os desafios enfrentados atualmente. Precisamos aumentar o consumo e encontrar novos caminhos, sempre com foco em qualidade e produtividade”, afirmou.
Indicação Geográfica fortalece erva-mate de Machadinho
Machadinho ganhou destaque nacional após receber, em novembro de 2025, o reconhecimento de Indicação Geográfica (IG) concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
A certificação reconhece a qualidade, identidade e características específicas da produção regional de erva-mate.
O selo contempla dez municípios da região:
- Barracão
- Cacique Doble
- Machadinho
- Maximiliano de Almeida
- Paim Filho
- Sananduva
- Santo Expedito do Sul
- São João da Urtiga
- São José do Ouro
- Tupanci do Sul
A expectativa do setor é que o reconhecimento agregue valor ao produto, fortaleça a identidade regional e abra novas oportunidades comerciais para os produtores gaúchos.
A próxima edição da Festa da Colheita da Erva-Mate já está confirmada para 2027, no município de Arvorezinha.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio





















