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“Alexandre de Moraes não tem outro lugar que não seja a cadeia”, diz Medeiros

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Deputado federal e pré-candidato ao Senado defende “disrupção” no cenário político, critica decisões do STF e afirma que a insegurança jurídica ameaça investimentos e o desenvolvimento de Mato Grosso

O deputado federal e pré-candidato ao Senado José Medeiros (PL-MT) defendeu que o Brasil passe por uma nova “disrupção” política, semelhante à que, segundo ele, ocorreu nas eleições de 2018, e afirmou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, “não tem outro lugar que não seja a cadeia”. As declarações foram feitas durante discurso na abertura oficial da 58ª Expoagro, na noite de sexta-feira (10), em Cuiabá, ao relacionar a atuação do Judiciário ao cenário de insegurança jurídica enfrentado pelo setor produtivo.

Segundo Medeiros, o país chegou a um ponto em que apenas uma ruptura política seria capaz de restabelecer a segurança jurídica e devolver confiança aos investidores, que foi abalada com a administração petista do país e as ações do Supremo.

“Não temos outra opção neste momento que não seja enfrentar isso com muita disrupção, do mesmo jeito que foi feito em 2018. O Brasil não aguenta mais, Mato Grosso não aguenta mais a insegurança jurídica”, afirmou.

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O parlamentar elevou o tom das críticas ao Supremo Tribunal Federal e defendeu mudanças na composição da Corte. Ao citar Alexandre de Moraes, disse que o ministro deveria responder criminalmente por suas decisões.

“A gente tem que começar tirando ministros do STF que não servem para estar lá. E mais: o ministro Alexandre de Moraes não tem outro lugar que não seja a cadeia. Pela régua dele, ele estaria preso”, declarou.

Medeiros afirmou que a insegurança jurídica é hoje um dos principais obstáculos ao desenvolvimento de Mato Grosso, apesar do momento de expansão econômica vivido pelo Estado. Ele citou o crescimento do agronegócio, os investimentos em infraestrutura e a implantação de uma nova malha ferroviária como exemplos do potencial mato-grossense.

“Nós estamos vivendo um momento extraordinário, de desenvolvimento e de grandes investimentos. Mato Grosso se consolidou como uma locomotiva do agronegócio brasileiro. Mas quem investe precisa de confiança, e essa confiança depende de segurança jurídica”, disse.

O deputado também criticou o que considera uma excessiva intervenção do Estado sobre os produtores rurais. Como exemplo, mencionou o Cadastro Ambiental Rural (CAR), que, segundo ele, deixou de cumprir sua finalidade original.

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“O CAR nasceu como uma autodeclaração, um instrumento de boa-fé. Hoje se transformou em uma ferramenta de opressão contra quem produz”, afirmou.

Medeiros ainda fez referência às manifestações iniciadas em 2013 e aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, sustentando que houve uma incompreensão por parte da classe política e do Judiciário sobre o sentimento de insatisfação da população.

Para o parlamentar, esse cenário explica a eleição de Jair Bolsonaro em 2018 e reforça a necessidade de uma nova mudança política no país.

Ao final da fala, Medeiros elogiou o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmando que ele representa o sentimento de indignação de parte da população e a defesa de pautas ligadas ao setor produtivo.

“O Abilio representa a indignação das pessoas e essa proximidade com a população. Precisamos de representantes que defendam Mato Grosso e garantam condições para que quem produz continue investindo e gerando riqueza”, concluiu.

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