O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), criticou o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e classificou a medida como uma ação “eleitoreira”. A declaração foi dada nessa quinta-feira (17). O governo federal anunciou um reajuste de 15,04% no programa, elevando o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691. A atualização começa a valer na folha de outubro e, segundo o governo, corresponde à correção pela inflação acumulada pelo INPC entre março de 2023 e agosto de 2026.
Abilio questionou o momento do anúncio, feito a 17 dias do primeiro turno das eleições, e afirmou que o valor de R$ 91 seria insuficiente para provocar uma mudança significativa na vida das famílias beneficiárias.
“Já que é uma questão eleitoreira, que pelo menos fosse bem feita. Nas vésperas da eleição, ele aumentou 91 reais; é muito pouco. Que pelo menos aumentasse para 850 reais. R$ 91 não dá para comprar uma cesta básica, um sacolão. Então, já que vai aumentar na véspera da eleição, pelo menos faz um serviço bem feito”, afirmou.
O prefeito também defendeu que o programa permita que beneficiários continuem recebendo o auxílio mesmo após conseguirem um emprego. Para Abilio, a mudança evitaria que pessoas deixassem de trabalhar por receio de perder o benefício.
“Aproveitem e já alterem a Bolsa Família, para que a pessoa que quer trabalhar não perca o auxílio. A pessoa que vai trabalhar hoje perde o Bolsa Família. Deixa a pessoa trabalhar e ter o Bolsa Família como auxílio de sobrevivência, como auxílio de sua família. É um claro viés eleitoral, prejudicando a população com um valor que não vai mudar muita coisa na vida dessas pessoas. Infelizmente, para eles pode; a justiça eleitoral não faz nada. Se fosse o Bolsonaro fazendo isso, ele já teria a eleição dele anulada”, concluiu.




















