Por volta das 8h40 (horário de Brasília), o contrato maio/26 era negociado a 302,20 cents por libra-peso, com leve alta de 20 pontos. Já o julho/26 avançava com mais força, subindo 625 pontos, a 291,75 cents/lb. O setembro/26 registrava valorização de 550 pontos, cotado a 281,70 cents/lb, enquanto o dezembro/26 subia 515 pontos, negociado a 273,75 cents/lb.
Na Bolsa de Londres, o café robusta também operava em alta. O contrato julho/26 era negociado a US$ 3.374 por tonelada, com ganho de 10 pontos. O setembro/26 avançava 18 pontos, a US$ 3.293 por tonelada, enquanto o novembro/26 subia 26 pontos, cotado a US$ 3.232 por tonelada.
Estoques baixos e ajuste técnico sustentam alta
O movimento positivo desta manhã é sustentado principalmente por um ajuste técnico após as recentes desvalorizações, combinado com a redução dos estoques certificados nas bolsas internacionais. Os volumes seguem em patamares historicamente baixos na comparação anual, fator que dá suporte às cotações no curto prazo.
Esse cenário mantém o mercado sensível a qualquer sinal de restrição na oferta imediata, ampliando a volatilidade e favorecendo movimentos de recuperação.
Safra brasileira limita avanço das cotações
Apesar da reação, o potencial de alta encontra limitações. A expectativa de uma safra volumosa no Brasil segue como principal fator de pressão sobre os preços.
Mesmo com a colheita ainda em fase inicial, o mercado já antecipa aumento da oferta nas próximas semanas, o que tende a equilibrar o cenário global e conter avanços mais intensos nas cotações.
Além disso, o comportamento do dólar segue no radar. A valorização da moeda norte-americana frente a outras divisas costuma pressionar as commodities, tornando o café mais caro para importadores e reduzindo o apetite comprador.
Mercado volátil reflete disputa de fundamentos
Segundo análises de mercado, o café tem apresentado forte oscilação nas últimas sessões, refletindo a disputa entre fatores de curto prazo — como estoques reduzidos e movimentação financeira — e fundamentos estruturais, como o avanço da safra brasileira.
Essa dinâmica mantém os preços altamente sensíveis a novas informações relacionadas à oferta, demanda e cenário macroeconômico global.
Mercado físico segue travado no Brasil
No mercado interno, o ritmo de negociações continua lento. Compradores mantêm suas ofertas, enquanto produtores adotam postura cautelosa, à espera de preços mais atrativos.
Esse desalinhamento entre as pontas contribui para sustentação pontual das cotações, embora o volume de negócios permaneça limitado.
Clima favorece desenvolvimento das lavouras
No campo, as condições climáticas seguem favoráveis nas principais regiões produtoras do Centro-Sul do Brasil. A atuação de uma massa de ar seco garante tempo firme, beneficiando o andamento da colheita.
Há previsão de chuvas pontuais no Espírito Santo e no sul da Bahia, além da chegada de uma frente fria nos próximos dias. Até o momento, não há indicativos de geadas, reduzindo riscos imediatos à produção.
Perspectiva
O mercado de café deve seguir altamente sensível no curto prazo, reagindo rapidamente a fatores como o avanço da safra brasileira, condições climáticas e movimentações do cenário macroeconômico global. A volatilidade tende a permanecer elevada, com investidores atentos aos próximos desdobramentos.






















