A preocupação ocorre porque o El Niño costuma alterar significativamente o regime de chuvas, provocar ondas de calor e aumentar a frequência de eventos climáticos extremos.
Produção pode sofrer impactos
Dependendo da intensidade do fenômeno, culturas como soja, milho, café, trigo, algodão e cana-de-açúcar poderão enfrentar perdas de produtividade em algumas regiões.
Ao mesmo tempo, áreas do Sul podem registrar excesso de chuvas, enquanto parte do Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste pode enfrentar períodos prolongados de estiagem e temperaturas acima da média.
Fertilizantes entram no radar
Além dos impactos diretos sobre as lavouras, o relatório também chama atenção para possíveis pressões sobre os preços dos fertilizantes.
Oscilações internacionais, conflitos geopolíticos e problemas logísticos podem elevar os custos dos insumos justamente em um momento de maior necessidade de reposição nutricional das lavouras.
Inflação dos alimentos pode voltar a acelerar
Caso ocorram perdas de produção em importantes regiões agrícolas, a oferta de alimentos poderá diminuir, elevando preços ao consumidor e pressionando novamente os índices de inflação.
Esse cenário tende a influenciar também as decisões do Banco Central sobre a política de juros.
Planejamento climático ganha importância
Especialistas recomendam que produtores intensifiquem o monitoramento climático, revisem calendários de plantio e reforcem estratégias de gestão de risco para reduzir possíveis impactos do fenômeno nas próximas safras.






















