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MILHO VALORIZADO

Milho fecha fevereiro com forte valorização refletindo baixo estoque

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Os preços do milho seguem firmes no Brasil, impulsionados pela menor oferta no mercado e pelo aumento da demanda, conforme dados do Agrolink. No Rio Grande do Sul, a saca fechou a semana em R$ 67,69, enquanto nas principais regiões produtoras os valores oscilaram entre R$ 66,00 e R$ 86,00.

Na B3, os contratos futuros atingiram patamares históricos, com o vencimento de março/25 negociado entre R$ 73,15 e R$ 83,70. A valorização é reflexo da relação estoque/consumo apertada. Segundo a Conab, essa relação estava em 2,5% em janeiro, o menor nível já registrado no país.

A retração dos vendedores tem sido um dos principais fatores de sustentação dos preços. Com a expectativa de novas valorizações, muitos produtores optaram por segurar as vendas. Enquanto isso, compradores enfrentam dificuldades para recompor seus estoques e se deparam com preços elevados.

A safra de milho segunda safra (safrinha) segue avançando, mas ainda com atrasos. No Centro-Sul, 64% da área já foi plantada, segundo a AgRural, enquanto a Conab aponta 53,6%. Em Mato Grosso, estado líder na produção do cereal, o plantio alcançou 67,7%, mas segue 13,2 pontos percentuais atrasado, devido ao plantio tardio da soja e excesso de chuvas.

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Nas exportações, o Brasil embarcou 1,2 milhão de toneladas de milho nos primeiros 15 dias úteis de fevereiro, segundo a Secex. O volume está 11,2% abaixo do registrado no mesmo período de 2024, mas ainda dentro das projeções da Anec, que estima exportações totais de 1,29 milhão de toneladas no mês.

A expectativa para os próximos meses dependerá do desempenho da safrinha, que pode definir a oferta no segundo semestre. Caso as condições climáticas favoreçam a colheita, os preços podem perder força. No entanto, com estoques historicamente baixos, o milho segue com viés de alta no mercado doméstico.

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