Dois dias depois de decretar as prisões preventivas do empresário Andrigo Gaspar Wiegert e sua mulher, Glauciane Vargas Wiegert, o juiz João Filho de Almeida Portela, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, revogou, nesta sexta-feira (21), sua própria decisão. Andrigo é filho do ex-deputado estadual Pedro Satélite, morto em janeiro deste ano em decorrência de um câncer.
As prisões revogadas foram decretadas devido ao processo que os empresários respondem em decorrência da Operação Rota Final. O juiz decretada sob a argumentação que Andrigo e sua esposa estavam em “local incerto e não sabido”.
A defesa do casal, feita pelo advogado Artur Barros Freitas Osti, ingressou com habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso, sob alegação de que Andrigo e Glauciane estavam se manifestando no processo, além de pontuarem outras ilegalidades no decreto prisional. Entre eles está de que a decisão cita o crime de tráfico de drogas, enquanto eles são denunciados por ‘lavagem de dinheiro’.
Por fim, afirmou que o casal Wiegert não está em situação de maior gravidade que outros réus no processo. “Em resumo, se o ponto nevrálgico da decisão de prisão era o desconhecimento do endereço dos pacientes, agora ele é de um todo conhecido, inclusive do Juízo do processo que os pacientes nunca souberam que existia eis que ainda não citados”, assinala. Porém, antes da decisão de um magistrado de 2ª instância, o próprio juiz da 7ª Vara Criminal revogou a prisão preventiva. Ele citou que o filho e nora de Pedro Satélite atualizaram endereço, informando que estão morando em São Paulo, afastando o risco a ordem pública que teria baseado o decreto prisional.





















