O congresso tem como objetivo capacitar policiais militares para aprimorar a atuação em casos de violência doméstica, abordando aspectos técnicos e práticos do atendimento às vítimas, além de estratégias de prevenção. A ação integra a campanha Laço Branco, movimento que mobiliza homens pelo fim da violência contra a mulher, parceria entre os ministérios da Mulher, da Família, dos Direitos Humanos (MMFDH) e das Comunicações (MCom).
Ao incluir a temática dos traumas transgeracionais, o congresso amplia a compreensão sobre os impactos da violência nas famílias, fortalecendo a atuação policial na identificação de padrões e na promoção de ações que rompam ciclos de violência.
A coordenadora de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da Polícia Militar do Estado (CPCDH), tenente-coronel Ludmila Eickoff, explica que, no âmbito da violência doméstica, os traumas transgeracionais referem-se à transmissão dos efeitos psicológicos, emocionais e comportamentais do trauma de uma geração para as seguintes.
“Isso significa que as consequências da violência vivenciada podem afetar o bem-estar e os padrões de uma nova geração no núcleo familiar. Esse encontro reflete o compromisso da instituição em buscar por estratégias eficazes de prevenção e enfrentamento da violência doméstica, ao reconhecer os impactos profundos e duradouros dos traumas transgeracionais”, discursou a tenente-coronel Ludmila.
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Claudio Fernando Carneiro Tinoco, reforçou a importância da realização do 1º Congresso Violência Doméstica e Traumas Transgeracionais promovido pela instituição, destacando as importantes ações no policiamento tático e ostensivo, em especial do Programa Patrulha Maria da Penha, que está presente em 102 cidades de Mato Grosso, por meio dos 15 Comandos Regionais.
O programa, que teve início em 2019, tem como objetivo encerrar ciclos de violência e resgatar a sensação de segurança e dignidade das vítimas. Somente neste ano, mais de oito mil mulheres foram acolhidas pela PMP. “Graças ao governador Mauro Mendes, com apoio da primeira-dama Virgínia Mendes com o SER Família Mulher – Combate à Violência Doméstica conseguimos também ampliar o efetivo de militares que compõe o programa em todo o Estado e vamos avançar ainda mais com uma sede própria em Cuiabá e centralizar os núcleos em um só lugar. Só podemos agradecer por termos um governo que entende e valoriza a importância de ações contra o fim da violência doméstica”, enfatizou o coronel Fernando.




















