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Atos de 8 de janeiro: Abin rastreou novas tentativas de ataques

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Ataques foram registrados nos prédios dos Três Poderes, em Brasília
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Ataques foram registrados nos prédios dos Três Poderes, em Brasília

Em documento compartilhado com a CPMI do 8 de Janeiro, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) descreveu diversas frentes de como foi a organização dos ataques registrados em Brasília, inclusive de ameaças de novas ações. No total, a agência emitiu 11 relatórios de inteligência.

Segundo a Abin, após o 8 de janeiro, o formato dos ataques poderia mudar, aumentando risco de vandalismo, sabotagens e ataques a sistemas de controle, como os de distribuição de energia, gás e gasolina.

No fim de janeiro, a Abin afirmou que ainda havia “o risco de mobilização violenta de atores isolados ou pequenas células” e de “ameaças por indivíduos radicalizados que não foram localizados e detidos”.

No dia 10 daquele mês, uma mochila foi encontrada com quatro artefatos explosivos em um viaduto de Feira de Santana (BA). Conforme o relatório, poderiam ser explosivos conectados a uma placa eletrônica.

No dia seguinte, foi identificado outro explosivo perto da Rodoviária do Plano Piloto, em Brasília, que foi retirado pela polícia.

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“Há tendência de formação de agrupamentos menores, mais fechados e formados por indivíduos radicalizados com maior propensão à ação violenta, e de mudança do modus operandi, passando de ações ostensivas, como bloqueios e manifestações, para atos de vandalismo, sabotagem e ataques contra ICs [sistemas de controle]”, diz o relatório ao qual a TV Globo teve acesso, citando que caminhoneiros ainda enviavam mensagens em grupos de mensagens convocando o grupo para novos protestos.

O relatório também lista nove tentativas de sabotagem a torres de linhas de transmissão com “relevância estratégica para a matriz energética nacional” em cidades como São Paulo (SP), Cuiabá (MT) e Medianeira (PR).

Ainda, a Abin identificou 83 pessoas e 13 organizações que contrataram 103 ônibus fretados para transportar 3.875 pessoas a Brasília. A grande maioria dos contratantes é do Sul e Sudeste.

Uma rede de empresários que teria financiado as manifestações, além de 272 caminhões que integraram comboios ao local a partir de 4 de novembro de 2022 também foram identificados.

Entre os caminhões, 132 veículos estão registrados em nomes de empresas, segundo a agência, e os outros 140 estão em nome de pessoas físicas.

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*Em atualização

Fonte: Nacional

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