O empresário e pré-candidato ao Senado, Odílio Balbinotti Filho, criticou o debate sobre a mudança na escala 6×1 e afirmou que a pauta estaria sendo utilizada como estratégia política pelo governo federal. As declarações foram dadas durante entrevista concedida na manhã desta quarta-feira (27).
Segundo Balbinotti, o governo tem tentado usar a discussão para alavancar a gestão que se encerra com as eleições majoritárias e se encontra, atualmente, em baixa popularidade. Além disso, reforçou que a população segue enfrentando dificuldades financeiras causadas pela alta inflação e juros elevados.
“Sem dúvida alguma, eles querem capitalizar isso para a eleição agora, um governo que está muito mal avaliado, com muita rejeição. Falam em flexibilização quando o salário, na realidade, não está chegando no final do mês. O salário não está sendo suficiente; temos uma carga tributária absurda, que foi aumentada demais nesse governo e que encarece os produtos. O juro está alto porque tem uma inflação que é causada pelo Estado”, ressaltou.
O empresário defendeu também que o país precisa passar a reduzir os gastos públicos para criar condições econômicas mais favoráveis para trabalhadores e investidores e afirmou que o presidente da República não tem “coragem” de iniciar esse enfrentamento.
“Nós precisamos de um governo menos dispendioso, inflação menor, juro menor; automaticamente o poder de compra do trabalhador aumenta, ou seja, é um conjunto de atitudes que, infelizmente, esse governo não está tendo a coragem de fazer esse enfrentamento”, afirmou o empresário.
De seu ponto de vista, Balbinotti afirmou que, devido aos impactos econômicos, os empresários e os trabalhadores estão sendo atingidos de forma negativa, e reforçou que a percepção da população sobre a situação do país deve ditar as futuras decisões no campo eleitoral.
“Não conseguimos gerar riquezas, impostos e empregos. Não estamos fazendo isso porque estamos sentindo uma situação que não é favorável a esse tipo de situação. E o trabalhador, a mesma coisa. Para mim, mais do que o que eles falam, é o que a gente sente. Porque você tem que sentir, e aquilo tem que ser, realmente, orientar as suas decisões”, concluiu.






















