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PETISTAS INSATISFEITOS

Visita de Lula escancara crise e provoca debandada no PT de Campo Verde

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A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Campo Verde, no interior de Mato Grosso, no dia 24 de maio, para o lançamento do programa Solo Vivo, provocou uma crise dentro do próprio partido na cidade. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o presidente do diretório municipal do PT, Ronivon, expressou profunda indignação com a forma como a visita foi conduzida, alegando desprezo e exclusão da militância local por parte da organização do evento.

“Se a gente, que é presidente do partido, não tem valor… imagina os filiados, os simpatizantes. Eu me sinto muito constrangido. O PT de Campo Verde não merecia isso. Nós somos esquecidos, deixados de lado como se fôssemos invisíveis”, desabafou Ronivon.

Segundo ele, nem mesmo um convite formal foi enviado aos membros da direção municipal, que souberam do evento por terceiros. “Ficamos sabendo que o presidente viria, mas ninguém nos chamou para participar da organização, ninguém pediu nossa opinião, ninguém nos consultou. Isso é um desrespeito com todos que construíram o partido aqui”, afirmou.

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A insatisfação gerou uma reação imediata: toda a direção do PT de Campo Verde decidiu entregar seus cargos em protesto. A renúncia coletiva foi comunicada em reunião interna e confirmada pelo próprio presidente do diretório.

“Chegamos à conclusão de que não temos mais condições de permanecer na direção. Lutamos muito por esse partido, e sermos ignorados dessa forma é inadmissível. A militância local não pode ser tratada assim”, declarou.

Durante a visita, o presidente Lula participou do lançamento do programa Solo Vivo, no assentamento Santo Antônio da Fartura, acompanhado de ministros e autoridades estaduais. O programa é uma iniciativa voltada à recuperação de áreas degradadas, com foco na agricultura familiar.

Até o momento, a direção estadual do PT ainda não se pronunciou oficialmente sobre a renúncia da executiva municipal de Campo Verde. A crise escancarou uma fragilidade na relação entre a base local e a cúpula partidária, que pode ter reflexos nas próximas eleições municipais.

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