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CONTRAPONTO

Abilio rebate Sérgio Ricardo e atribui aumento da pobreza e do lixo à crise econômica e à falta de conscientização

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O prefeito, Abilio Brunini (PL), rebateu as declarações do presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Sérgio Ricardo, que afirmou que a Capital está se tornando um “bolsão de pobreza, miséria e lixo”. Em entrevista concedida nessa quarta-feira (29), o gestor disse que o aumento da vulnerabilidade social é reflexo do cenário econômico nacional e também atribuiu o problema do descarte irregular de resíduos à falta de conscientização da população.

Segundo o prefeito, o crescimento da pobreza pode ser percebido em diferentes regiões da cidade e, na avaliação dele, nem mesmo programas sociais governamentais têm sido suficientes para suprir a alta demanda. Abilio também reforçou o aumento da fila dos ossinhos, assunto debatido amplamente durante seu primeiro ano de gestão.

“A população está passando por dificuldades. O Brasil nunca teve uma situação como está hoje. Se você for lá na fila dos ossinhos, ela está aumentando. Se você for aos bairros da nossa cidade, verá que está aumentando o número de pessoas em condição de vulnerabilidade que, por muitas das vezes, não estão mais conseguindo se manter, nem mesmo com programas sociais como o Bolsa Família. Para piorar a situação, a gente ainda tem a questão da falta de consciência da população”, afirmou.

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Abilio ressaltou que será necessário um trabalho de longo prazo para mudar o comportamento da população em relação ao descarte de lixo e defendeu que o problema está relacionado à cultura da sociedade.

“Nós temos uma população que vai demorar algumas gerações para poder implementar uma cultura de consciência melhor da cidade. Muitas das vezes você vai a outra cidade e fala: “Olha que legal passar nessa cidade aqui, a cidade é limpinha”. Aí você, lá na praça do Pedra 90, com o cesto de lixo que o carinha lá da lanchonete colocou, vê o cara ir ali na loja da frente, comprar um picolé e jogar o lixo no chão, sem colocar no cesto de lixo que está do lado. É falta de cultura e responsabilidade no tratamento do lixo”, completou.

O gestor aproveitou para afirmar que o problema não se restringe apenas à capital, mas que se estende a outros municípios no entorno. Além disso, ressaltou que a falta de responsabilidade social é algo enraizado culturalmente.

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“Infelizmente, isso acontece em Cuiabá, isso acontece em Várzea Grande, isso acontece nos municípios do entorno, porque existe uma cultura enraizada de irresponsabilidade social”, finalizou.

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