Silenciosa em seus estágios iniciais, a hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae e afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. A identificação antecipada permite um tratamento eficaz e impede o desenvolvimento de sequelas neurológicas e físicas. Após o início da medicação, o paciente deixa de transmitir a doença, o que reduz significativamente o risco de novos casos.
A transmissão ocorre pelo contato próximo e prolongado com pessoas que ainda não iniciaram o tratamento, por meio de gotículas respiratórias. Apesar disso, especialistas ressaltam que a maioria da população possui imunidade natural, o que faz com que apenas uma parcela dos expostos desenvolva a doença.
Manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na pele com perda de sensibilidade, formigamento persistente, dormência, dores nos nervos, ressecamento da pele e diminuição da força muscular estão entre os sinais de alerta. Ao identificar qualquer um desses sintomas, a recomendação é procurar uma das 68 Unidades de Saúde da Família (USFs) distribuídas pela capital, onde as equipes estão capacitadas para realizar avaliação clínica, diagnóstico e acompanhamento contínuo.
De acordo com a secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, o combate à hanseníase vai além do tratamento médico.
“Informar a população é fundamental para romper o estigma que ainda envolve a doença. A hanseníase tem cura, o tratamento é seguro e gratuito, e o diagnóstico precoce é o maior aliado para preservar a saúde e a qualidade de vida do paciente”, afirmou.
O tratamento pode variar de seis a doze meses, conforme a classificação da doença, e inclui acompanhamento regular pelas equipes da atenção básica, que também realizam orientações aos familiares e contatos próximos.
Durante o Janeiro Roxo, a Secretaria Municipal de Saúde intensifica ações educativas para esclarecer dúvidas, incentivar a busca por atendimento e reforçar que hanseníase tem cura. A orientação é clara: ao notar qualquer alteração na pele ou na sensibilidade, procure a USF mais próxima. Quanto mais cedo o diagnóstico, melhores são os resultados do tratamento.






















