A agregação de valor à produção de milho e o papel da inovação na transformação do processo produtivo foram os principais temas levados pelo Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Sistema Famato) ao Global Agribusiness Festival (GAFFFF), em Sorriso. Na quinta-feira (23), por meio do AgriHub, a gerente Érika Segóvia ministrou a palestra “Do Grão ao Valor: como a inovação está redefinindo a cadeia do milho”, no Palco Senar, destacando como a integração entre produtores, tecnologia e indústria amplia a competitividade do agro no estado.
Esta é a primeira vez que o GAFFFF é realizado fora de um grande centro urbano. E o município de Sorriso, maior produtor de grãos do país, foi escolhido para sediar a edição de 2026.
Segundo a organização, desde quinta-feira o evento está reunindo representantes do setor produtivo, pesquisadores, empresas, startups, lideranças e delegações do Brasil, Argentina, Espanha, Guatemala e Reino Unido em uma programação voltada à inovação, negócios e desenvolvimento do agronegócio.
Durante a palestra no Palco Senar, Érika Segóvia explicou que a participação do AgriHub teve como foco ampliar o debate sobre o futuro da cadeia do milho, e mostrar como o crescimento do setor depende cada vez mais da capacidade de agregar valor à produção.
Segundo ela, o milho deixou de ser apenas uma commodity para ocupar papel estratégico na geração de bioenergia, proteína animal, novos produtos e desenvolvimento regional.
“Levamos uma reflexão sobre como o milho deixou de ser apenas uma commodity para se tornar uma plataforma de geração de bioenergia, proteína, novos negócios e desenvolvimento regional. Mais do que apresentar tecnologias, buscamos demonstrar como a inovação pode criar oportunidades concretas para produtores, empresas e todo o ecossistema agro de Mato Grosso”, afirmou.
Durante a apresentação, a gerente destacou o trabalho desenvolvido pelo AgriHub na aproximação entre produtores rurais e empresas de tecnologia. Ela explicou que essa conexão acontece por meio de iniciativas como o AgriHub Conecta e o Sementes da Inovação, que começam ouvindo as necessidades do produtor antes da busca por soluções disponíveis no mercado.
A partir desse diagnóstico, conforme destacou Érika, é realizada a curadoria de tecnologias desenvolvidas por startups e empresas, seguida pela validação das soluções diretamente nas propriedades rurais. O objetivo é reduzir riscos na adoção das inovações e gerar resultados concretos para quem produz.

“Estruturamos um processo que começa ouvindo o produtor rural. Identificamos os principais desafios do campo, conectamos essas demandas às soluções existentes e apoiamos a validação dessas tecnologias em condições reais de uso. Isso torna a inovação mais prática, orientada por necessidades reais e com maior potencial de adoção”, ressaltou.
Érika também apresentou as principais frentes de atuação do AgriHub voltadas ao fortalecimento da cadeia do milho. Entre elas estão a geração de inteligência por meio de estudos sobre o perfil de inovação dos produtores, a articulação de parcerias voltadas à bioeconomia e à industrialização da produção e o incentivo à adoção de tecnologias ligadas à agricultura digital, inteligência artificial, automação, rastreabilidade e novos modelos de negócio.
“Acreditamos que o futuro do milho não depende apenas de produzir mais, mas de ampliar as oportunidades de transformar esse grão em novos produtos, mercados e fontes de renda para Mato Grosso”, concluiu.
O GAFFFF começou no dia 23 de julho e segue até o próximo domingo, dia 26, com uma programação de debates técnicos, feira de negócios, gastronomia e atrações culturais. Segundo a organização, o objetivo é aproximar o campo da cidade.





















