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Assistência Técnica e Gerencial impulsiona qualidade de queijos artesanais e conquista premiações em Mato Grosso

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A busca pela excelência na produção de queijos artesanais tem rendido resultados expressivos para produtores rurais atendidos pela Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Agroindústria do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar Mato Grosso) em Nossa Senhora do Livramento. Com orientação técnica contínua, os empreendimentos familiares vêm aprimorando processos, fortalecendo a gestão das propriedades, investindo em inovação e conquistando espaço em concursos.

O trabalho é acompanhado pela técnica de campo credenciada Rafaela Castrillon, engenheira de alimentos que presta assistência aos produtores desde o planejamento da produção até a gestão financeira e o aperfeiçoamento dos processos produtivos. As orientações contribuem para elevar a qualidade dos produtos, aumentar a eficiência da produção e preparar os empreendedores para novos mercados, e levaram a medalhas de reconhecimento em nível municipal e de concursos em nível estadual e nacional.

“Trabalhamos de forma contínua na implantação de boas práticas de fabricação, padronização dos processos, adequação às legislações sanitárias, melhoria da rotulagem, controle de qualidade, organização gerencial e desenvolvimento de estratégias para fortalecer cada empreendimento. Esses prêmios representam muito mais do que medalhas, confirmam a evolução de produtores que acreditaram e investiram em qualidade, mostrando que é possível transformar pequenas agroindústrias em referências”, disse Rafaela.

Entre as histórias de sucesso está a da produtora Rosimeire de Arruda, que transformou uma paixão de infância em profissão. Criada em meio à tradição da fabricação de queijos, ela trabalhou durante 15 anos em um laticínio antes de realizar o sonho de construir sua própria queijaria.

“Eu nasci praticamente no meio do queijo. Meu pai, meus avós, todos produziam queijo. Cresci vendo as receitas e aprendendo desde criança. Sempre fui apaixonada por queijo. Hoje consegui realizar o sonho de ter minha própria queijaria”, conta.

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Além da realização pessoal, Rosimeire destaca que a assistência técnica trouxe uma mudança significativa na administração do negócio e atribui à assistência técnica os avanços na qualidade dos produtos.

“Antes eu não fazia controle do que entrava, do que saía, da produção, do rendimento. A assistência organizou tudo isso e melhorou cem por cento. Hoje conseguimos controlar melhor a produção e tomar decisões com mais segurança. São detalhes que fazem toda a diferença. A qualidade mudou muito e isso tem sido essencial para o crescimento da nossa produção”, relata.

A criatividade também passou a ser reconhecida. Uma receita desenvolvida pela produtora conquistou medalha de ouro em um concurso de queijos artesanais, resultado que ela atribui ao aperfeiçoamento constante e ao incentivo para inovar.

Outra produtora atendida pela ATeG é Vandecleia Prochnow, da VM Leite. Segundo ela, o programa foi decisivo para estruturar a empresa e alcançar um novo patamar de desenvolvimento.

“A ATeG foi um divisor de águas. Conseguimos organizar a empresa, regularizar a agroindústria, melhorar o gerenciamento e participar de feiras e concursos. Tudo evoluiu muito rápido depois que começamos o atendimento”, diz Vanderleia.

O acompanhamento técnico também contribuiu para que a agroindústria se tornasse a primeira queijaria artesanal regularizada de Cuiabá, abrindo portas para novas oportunidades de comercialização e participação em eventos.

Quem também comemora os resultados é a produtora Eliana de Barros. Depois de mais de duas décadas produzindo queijos, ela passou a investir em técnicas de maturação, aperfeiçoou os processos produtivos e viu seus produtos conquistarem medalhas de ouro e prata em importantes concursos realizados em São Paulo e Blumenau.

Segundo ela, a assistência técnica chegou em um momento estratégico para impulsionar novos investimentos.

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“Investimos em um pasteurizador e isso fez toda a diferença na qualidade dos nossos queijos. Foi realmente um divisor de águas”, conta Eliana.

Para Eliana, as premiações representam o reconhecimento de um trabalho construído com dedicação e muito aprendizado.

“Eu nunca imaginei ganhar medalhas. Participei dos concursos buscando uma avaliação técnica dos meus queijos. Quando vieram as medalhas de ouro, foi uma emoção indescritível”.

O produtor Ciro Moraes, também atendido pela ATeG, afirma que a assistência técnica trouxe conhecimento e motivação para continuar investindo na agroindústria familiar.

“A gente vai descobrindo novas formas de produzir com mais qualidade. Aprendemos a melhorar os processos, a comercialização, e isso faz diferença. A assistência motiva o produtor a seguir em frente e acreditar que vale a pena investir”, declara o produtor.

A Assistência Técnica e Gerencial do Senar Mato Grosso vai além das orientações produtivas, promove acompanhamento individualizado nas propriedades, auxiliando os produtores na gestão financeira, na organização dos processos, na adoção de boas práticas de fabricação, na regularização das agroindústrias e na agregação de valor aos produtos.

Os resultados aparecem na melhoria da qualidade dos alimentos, no fortalecimento dos empreendimentos rurais e no reconhecimento conquistado pelos produtores mato-grossenses em competições que reúnem alguns dos melhores queijos artesanais do país, evidenciando que conhecimento, dedicação e assistência técnica caminham juntos na construção de negócios mais competitivos e sustentáveis.

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