Produção de café no Brasil deve crescer 17% em 2026
Segundo o 1º Levantamento da Safra de Café 2026, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil deve produzir 66,2 milhões de sacas beneficiadas no próximo ciclo.
O volume representa crescimento de 17,1% em relação à safra de 2025. O resultado é impulsionado por dois fatores principais:
- Expansão de 4,1% na área cultivada, totalizando 1,9 milhão de hectares;
- Aumento de 12,4% na produtividade, com média estimada de 34,2 sacas por hectare.
De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), o produto está presente em 98% dos lares brasileiros, reforçando sua importância no consumo doméstico.
Consumo de café no Brasil segue elevado, mas registra leve queda
Mesmo com forte presença na rotina da população, o consumo interno apresentou leve retração recente. Em 2025, o Brasil consumiu 21,409 milhões de sacas, o equivalente a 37,9% da safra do período.
Entre novembro de 2024 e outubro de 2025, houve queda de 2,31% no consumo, embora o país siga como o maior consumidor do café produzido internamente.
Especialistas alertam para consumo moderado de cafeína
A nutricionista e professora da Afya Contagem, Dra. Sabrina Pinheiro Fabrini, destaca que o consumo diário de cafeína deve ser controlado para evitar efeitos adversos.
A recomendação para adultos saudáveis é de 300 a 400 mg por dia, o equivalente a cerca de 3 a 4 xícaras de café filtrado. Para gestantes e lactantes, o limite indicado é de aproximadamente 200 mg diários, ou cerca de 2 xícaras.
Segundo a especialista, o excesso pode causar efeitos como insônia, nervosismo, aumento da frequência cardíaca e desconfortos gastrointestinais. Ela também explica que a sensibilidade à cafeína varia entre as pessoas, já que o metabolismo da substância ocorre em ritmos diferentes.
Outro ponto destacado é o desenvolvimento de tolerância, que pode levar ao consumo crescente para alcançar os mesmos efeitos estimulantes.
Qualidade do café influencia benefícios à saúde
A especialista também ressalta que a qualidade do café e seu processamento impactam diretamente seus benefícios. A presença de contaminantes ou aditivos pode reduzir suas propriedades positivas.
Entre as alternativas mais saudáveis, estão:
- Café filtrado (coado), que reduz substâncias associadas ao aumento do colesterol LDL;
- Café descafeinado, que mantém compostos antioxidantes com menor teor de cafeína;
- Café orgânico, com menor exposição a agrotóxicos e produtos químicos.
Consumo moderado de café traz benefícios à saúde
De acordo com a médica nutróloga da Afya Educação Médica Montes Claros, Dra. Juliana Couto Guimarães, o consumo moderado de café pode trazer diversos benefícios ao organismo devido à presença de compostos bioativos.
Entre os principais efeitos positivos estão:
- Melhora da função cognitiva: aumento da atenção, da memória e da capacidade de reação;
- Ação antioxidante: combate ao estresse oxidativo e redução de processos inflamatórios;
- Proteção cardiovascular e controle glicêmico: associação com menor risco de doenças cardíacas e diabetes tipo 2;
- Redução do risco de doenças neurodegenerativas: como Parkinson e Alzheimer, devido à ação da cafeína e antioxidantes no sistema nervoso central.
Moderação e estilo de vida saudável são fundamentais
A especialista reforça que os benefícios do café estão associados ao consumo moderado, geralmente entre 2 e 4 xícaras por dia, dentro de um estilo de vida saudável.
Ela também alerta que o consumo excessivo de açúcar ou adoçantes pode reduzir os efeitos positivos da bebida. Além disso, destaca que o café não deve ser visto como solução isolada, mas sim como parte de uma rotina equilibrada.
“O consumo excessivo não potencializa os benefícios e pode, inclusive, causar efeitos adversos”, conclui a nutróloga.





















