A Fórmula 1 passará por mudanças significativas a partir da temporada de 2026. Com a confirmação da entrada da Cadillac F1 Team no grid, o campeonato passará a contar com 22 carros, dois a mais em relação ao formato atual. A ampliação obrigou a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) a promover ajustes no sistema de classificação, mantendo o modelo tradicional, porém com alterações no critério de eliminação.
Conforme os regulamentos esportivos da FIA para 2026, o treino classificatório seguirá dividido em três fases — Q1, Q2 e Q3 — no mesmo formato eliminatório já conhecido. O Q1 terá duração de 18 minutos, seguido por um intervalo de sete minutos. O Q2 contará com 15 minutos de pista aberta, também com pausa de sete minutos, enquanto o Q3 terá 12 minutos, após um intervalo de oito minutos.
A principal mudança está na linha de corte. Com 22 carros oficialmente inscritos, seis pilotos serão eliminados ao fim do Q1 e outros seis ao término do Q2. Dessa forma, o Q3 continuará reunindo os dez mais rápidos, mantendo a disputa direta pela pole position. O mesmo critério será adotado na Classificação Sprint, ainda que com sessões mais curtas.
Cadillac e Andretti: novo capítulo na Fórmula 1
A chegada da Cadillac à Fórmula 1 marca também um novo capítulo para a Andretti no automobilismo mundial. O sobrenome carrega um histórico relevante na categoria desde o título conquistado por Mario Andretti, único campeão mundial da família na F1.
Atualmente, a Andretti disputa categorias como a IndyCar e a Fórmula E e vinha tentando, nos últimos anos, expandir sua atuação para a Fórmula 1.
A entrada no grid em 2025 chegou a ser negada pela FIA, mas a equipe encontrou um caminho alternativo por meio da parceria com a General Motors. Assim surgiu a Cadillac F1 Team, que estreia em 2026 com apoio financeiro e tecnológico da GM, aliado à experiência esportiva da Andretti na formação de equipes competitivas.
Retorno de nomes conhecidos e aposta no futuro
No aspecto esportivo, a nova equipe já chama atenção pela escolha dos pilotos. Sérgio Pérez e Valtteri Bottas estão confirmados como titulares da Cadillac em 2026, retornando à Fórmula 1 após um ano fora do grid. A dupla traz experiência e regularidade para o projeto inicial da equipe.
Apesar disso, a Cadillac e a Andretti já sinalizaram o desejo de, futuramente, contar com um piloto norte-americano como referência do projeto, o que abre espaço para mudanças nos próximos anos. Nesse contexto, o nome do brasileiro Felipe Drugovich surge como possibilidade. Campeão da Fórmula 2 e reserva da Aston Martin por três temporadas, Drugovich deixou a equipe no fim de 2025 para competir pela Andretti na Fórmula E.
Agora integrado ao grupo TWG, o piloto brasileiro volta a se aproximar da Fórmula 1, objetivo que sempre esteve no centro de sua carreira. Com boas atuações, ele pode se tornar uma opção real para a Cadillac, reforçando a conexão entre a equipe e seu projeto de longo prazo na principal categoria do automobilismo mundial.






















