Na manhã desta segunda-feira (01), o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBM-MT) apresentou o balanço anual de ações e os novos projetos voltados ao combate de incêndios florestais e urbanos no estado. O levantamento foi divulgado pelo comandante-geral da corporação, coronel BM Flávio Glêdson Bezerra, que destacou uma queda histórica nos registros de focos de calor em Mato Grosso.
Segundo o comandante, 2025 marcou a maior redução desde 1998.
“Esse é nosso menor foco de calor desde 1998. É a maior redução em 27 anos. Neste ano, aparecemos no ranking em 16º, saímos de um dos primeiros e hoje estamos lá embaixo. Em relação a 2024, são 82% a menos no Estado e, comparando com a média dos últimos dez anos, são 70%. Esse é um número bastante expressivo”, afirmou.
Bezerra também destacou que os dados reforçam que a responsabilidade pelos incêndios não está concentrada no produtor rural, como já foi disseminado no passado.
“Infelizmente, no passado se associava muito ao produtor rural, e esse dado na verdade mostra que o problema não está nas propriedades rurais. Quando você puxa o índice de foco de calor por área temática, percebemos que há uma quantidade muito superior em assentamentos, terras indígenas, unidades de conservação e não na área produtiva, na área que tem autorização para produzir”, explicou.
Apesar dos avanços, o comandante ressaltou que a atuação do Governo Federal nas áreas sob responsabilidade da União ainda não acompanha o ritmo do Estado, o que dificulta ações de prevenção e combate.
“A gente tem muito problema nas áreas federais, e o deputado Carlos Avallone tem ajudado a cobrar isso a nível federal. Temos, por exemplo, o número de focos de calor 70% abaixo da média histórica no Estado. De janeiro a 27 de novembro, tivemos uma redução de 70% abaixo da média histórica, enquanto no Distrito Federal, que não é Estado e possui um território muito menor o cenário é diferente”, concluiu.
Participaram da apresentação o Governador e Vice, Mauro Mendes (União) e Otaviano Pivetta (Republicanos). Além dos deputados estaduais Carlos Avallone (PSDB), Dr. Eugênio (PSB) e Nininho (Repubicanos); e senadores Margareth Buzetti (PP) e Cidinho Santos (União).






















