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DESCASO COM INDÍGENAS

Indígenas protestam contra a precariedade na saúde e cobram ação do DSEI em Cuiabá

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A crise na saúde indígena em Mato Grosso se agravou, levando lideranças de diversas etnias a realizar um protesto nesta segunda-feira (20) em frente à sede do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) de Cuiabá. As denúncias incluem falta de medicamentos, insuficiência de profissionais e condições precárias de infraestrutura nas aldeias. Durante o ato, os indígenas exigiram medidas imediatas e ameaçaram solicitar a destituição do atual coordenador do DSEI caso não houvesse respostas concretas às demandas.

Essa situação já foi abordada na matéria anterior, que revelou os problemas no transporte e a precariedade dos contratos emergenciais firmados em agosto de 2023. Esses contratos, inicialmente válidos por seis meses e prorrogados por mais seis, deveriam ter sido substituídos por uma licitação definitiva em 2024 No entanto, a licitação prevista para resolver essas pendências foi adiada novamente e agora está marcada para o dia 4 de fevereiro de 2025.

A falta de solução concreta deixou as comunidades indígenas desamparadas. Os veículos continuam sucateados, sem manutenção adequada, comprometendo o transporte de profissionais de saúde e atrasando atendimentos médicos essenciais. Os poucos carros disponíveis não suprem a demanda das mais de 200 aldeias atendidas na região.

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No protesto, uma liderança indígena reforçou a determinação das comunidades: “Estamos aqui em Cuiabá e vamos resolver a nossa situação. Vamos ficar até resolver. Vamos levar a viatura boa, queremos o nosso direito.”

Além do transporte, também foi mencionada a falta de água potável e de alojamentos adequados para profissionais de saúde. Imagens e vídeos gravados pelas lideranças reforçam a gravidade da situação e a necessidade de ações urgentes.

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil para investigar as condições de saúde nas aldeias e buscar soluções eficazes. Apesar disso, as comunidades permanecem céticas quanto à efetividade das medidas anunciadas, especialmente diante do histórico de promessas não cumpridas.

Com a licitação adiada para fevereiro de 2025, os indígenas alertam que novas manifestações serão realizadas caso nenhuma providência seja tomada até lá. A luta pelo direito à saúde, garantida pela Constituição, segue como prioridade para as comunidades indígenas, que não pretendem recuar em suas reivindicações.

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