O candidato ao Senado Mauro Mendes (União) e o candidato a deputado estadual Júlio Campos (União) protagonizaram um forte desentendimento durante a convenção estadual do União Brasil, realizada nesta quinta-feira (30). A discussão ocorreu durante a votação das chapas que seriam submetidas aos convencionais e teve como pano de fundo o apoio do partido Republicanos à candidatura de Otaviano Pivetta ao Governo do Estado.
O embate teve início após uma manifestação contrária à candidatura ao Senado de Mauro, feita pelo deputado estadual Julio Campos. Ainda em cima do palco, Campos fez a leitura de uma série de normas do regimento interno do partido, as quais foram rebatidas duramente pelo presidente da sigla, Mauro Mendes.
Mendes criticou a tese apresentada pelo deputado e afirmou que o protocolo citado pelo correligionário havia sido apresentado dentro do prazo.
“Primeiro, ele está totalmente equivocado. O protocolo foi feito seis dias antes com membro da executiva, então o argumento naufraga logo de cara. Segundo: Republicanos têm que protocolar um pedido de coligação? De onde tirou isso? Procura na lei brasileira ou no estatuto do partido se tem isso. Ninguém pode inventar uma teoria e querer parar uma convenção”, declarou.
Na sequência, o ex-governador também criticou o secretário-geral do União Brasil, Dilmar Dal’Bosco, que afirmou que o partido lidava pela primeira vez com traidores internos. Além disso, afirmou que o deputado desconhece a própria história da legenda.
“O Dilmar foi extremamente equivocado. Ele desconhece a história do próprio partido. Quantas vezes o Arena, o PFL, o próprio partido apoiou outros candidatos em vários lugares. Nós tínhamos candidatos a prefeitos em várias cidades do nosso partido. Tinha gente aqui hoje que apoiou um candidato de outro partido. Eu acho que esse foi um momento de desequilíbrio”, disparou Mauro.
Já Júlio Campos afirmou que apresentou o pedido de esclarecimento após constatar que não havia, até então, um requerimento oficial do Republicanos solicitando coligação com o União Brasil.
“Ontem nós fizemos o requerimento para saber se havia alguma proposta oficial de coligação do Partido Republicanos para o União Brasil em apoio à candidatura ao governador Pivetta. Não tinha, o presidente Adilton Sachetti não tinha protocolado nenhum documento propondo coligação. E nem partido pode oferecer para coligar com o partido que sequer fez a convenção e que sequer tem um candidato a governador. Então, baseado nisso, nós fizemos uma questão de ordem”, afirmou.
O candidato a estadual aproveitou para afirmar que a divergência expõe um racha interno na sigla e disse que a disputa de 2026 tende a ocorrer por escolhas pessoais, e não partidárias.
“Já está público e notório, declarado por antecipação, que o atual candidato do nosso senador, o senhor Mauro Mendes, estará, se o partido optar pela candidatura do Jaime Campos, ele já declarou que vai apoiar o Otaviano Pivetta. Como tem pessoas de lá que estarão apoiando nós. Quer dizer, então, que essa eleição vai ser uma eleição de cunho pessoal e não partidário”, finalizou.

















