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OPERAÇÃO CONDUCTOR

Operação mira facções e desmantela esquema de tráfico e lavagem de dinheiro em Mato Grosso

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A Polícia Civil realizou, na manhã desta terça-feira (02), em parceria com a Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) e a Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), a Operação Conductor, cumprindo 95 ordens judiciais contra um grupo criminoso que atuava nas regiões de fronteira de Mato Grosso e em Cuiabá, cometendo crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Segundo as investigações, o grupo fornecia drogas para duas facções criminosas, sendo elas no Maranhão e em Cuiabá. Foram cumpridos 16 mandados de prisão preventiva, 35 de busca e apreensão, 39 bloqueios de valores e cinco sequestros de veículos. Apenas quatro mandados ainda não foram cumpridos.

A investigação teve início após a prisão de um homem em Cáceres, detido em 2024 pela Polícia Rodoviária Federal, que transportava 153,8 kg de cocaína em um veículo que simulava ser usado para transporte de passageiros. Ele recebia cerca de R$ 30 mil por viagem. A ação investigativa durou mais de um ano, identificando o grupo criminoso, com o envolvimento de pelo menos 31 pessoas físicas e oito jurídicas.

Durante a operação, foram apreendidos R$ 29 mil em espécie, cinco veículos e 190 munições. Além disso, 12 mandados de prisão foram cumpridos, sendo que um dos alvos também foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. O líder do grupo era morador de Várzea Grande (MT), conhecido entre os integrantes como “Doutor”; ele cuidava e controlava o transporte das drogas desde o armazenamento, passando pela negociação e transporte nas fronteiras, até a distribuição.

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“Era ele quem determinava os dias em que o transporte seria realizado, mantinha o controle da viagem de forma remota, efetuava o pagamento e era responsável pela manutenção da van utilizada como instrumento do crime. Ele também controlava o armazenamento da droga e definia para quem seria entregue. A irmã dele também está envolvida e executava suas ordens quanto à distribuição”, afirmou a delegada Bruna Laet, responsável pela investigação do caso.

As investigações apontaram que a movimentação financeira do grupo, com a comercialização da droga, chega a R$ 100 milhões. Entre essas 31 pessoas investigadas, um morador de Cáceres, de 48 anos, foi o que mais chamou a atenção da Polícia Civil. Em sua conta bancária, houve uma movimentação de R$ 6 milhões no ano de 2024, sendo que ele trabalha com perfuração de poços e mora em uma casa humilde.

O grupo ainda realizava lavagem de dinheiro

As investigações apontam que uma empresa de energia solar era usada para lavar o dinheiro do tráfico. Somente no ano de 2024, ela movimentou R$ 23 milhões. Aberta em 2020, a empresa também era usada para receber valores altos de uma facção criminosa presente em Mato Grosso, por meio de presidiários.

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Uma farmácia no bairro Dom Aquino também foi fechada durante a ação; o capital da empresa saltou, em 2024, de R$ 5 mil para R$ 800 mil.

“O relatório de análise fiscal apontou que a empresa declarou rendimentos de R$ 548.794,16 em 2023 e R$ 219.994,20 em 2024, mas movimentou mais de R$ 13 milhões em 2024. Ou seja, há uma discrepância entre o declarado e os créditos. É evidente que ela era utilizada para fins de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas”, afirmou a delegada.

Também havia empresas em funcionamento utilizadas para lavagem de dinheiro, como uma empresa de alimentos, que vendia sonhos, e uma distribuidora de bebidas. Ambas estão localizadas em Cuiabá.

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