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Holanda dá início a quatro dias de eleições para o Parlamento Europeu

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Eleitores holandeses se encaminhavam às urnas nesta quinta-feira (6), dando início a uma eleição de quatro dias em toda a União Europeia para a formação de um novo Parlamento Europeu que enfrentará desafios de segurança, industriais e políticos.

A votação para a legislatura da UE será realizada na Irlanda e na República Tcheca na sexta-feira (7); em Malta, na Eslováquia e na Letônia no sábado (8), e no restante dos 27 países do bloco no domingo (9).

A disputa na Holanda resume o principal desafio político interno da UE – a crescente popularidade dos partidos eurocéticos e nacionalistas de extrema-direita que desejam desmantelar o bloco por dentro.

Os desafios externos enfrentados pela UE incluem a concorrência industrial da China e dos Estados Unidos, a ameaça à segurança causada pela Rússia e a ameaça existencial das mudanças climáticas.

Projeções

As pesquisas de opinião mostraram que o Partido da Liberdade, do nacionalista Geert Wilders, deve obter ganhos, empatando com a aliança liderada pelos trabalhistas. Ambos devem conquistar oito assentos no Parlamento Europeu de acordo com as projeções.

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Wilders não conseguiu garantir um assento na eleição anterior em 2019 e, embora as pesquisas mostrem que o centro-direita provavelmente ganhará a maioria dos assentos na nova legislatura da UE, espera-se que os partidos de extrema-direita façam avanços.

O Parlamento de 720 assentos decide, em conjunto com os governos nacionais, sobre as leis que regem o bloco de 450 milhões de pessoas, seu orçamento de longo prazo de € 1 trilhão de euros, regras fiscais e leis para evitar as mudanças climáticas.

As primeiras projeções de resultados são esperadas para a noite de domingo.

Os partidos verdes, legendas mais ligadas a causas ambientais que enfrentam uma reação dos agricultores e do setor agropecuário contra as políticas da UE que limitam as emissões de CO2, devem sair como os maiores derrotados.

As pesquisas mostram que os partidos pró-europeus de centro-direita e centro-esquerda, os liberais e os verdes terão uma maioria menor do que no Parlamento anterior, complicando os esforços para aprovar novas leis ou aumentar a integração do bloco.

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O mandato do novo Parlamento terminará em 2029.

As pesquisas mostram que o centro-direita provavelmente conquistará o maior número de cadeiras no Parlamento. Isso coloca sua candidata, a atual presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em posição privilegiada para ser nomeada a um segundo mandato.

Fonte: EBC Internacional

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