O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (16) que pode “tomar” Cuba e fazer “o que quiser” com o país. A declaração foi dada a jornalistas na Casa Branca e é uma das mais duras já feitas pelo republicano sobre o futuro da ilha.
“Talvez eu tenha a honra de tomar Cuba. Seja libertando ou tomando, acho que poderei fazer o que quiser”, disse Trump, ao classificar o país como uma nação “fragilizada”.
A fala ocorre no mesmo dia em que Cuba enfrentou um novo apagão generalizado, após o colapso da rede elétrica nacional. A crise energética tem se intensificado nos últimos meses, agravada pela escassez de combustível.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, admitiu recentemente que o país está há cerca de três meses sem receber petróleo e afirmou que o governo busca diálogo com os Estados Unidos para resolver as divergências.
Nos últimos meses, o governo Trump tem endurecido a política contra Cuba, incluindo medidas para bloquear o envio de petróleo à ilha — insumo essencial para a geração de energia elétrica. Em janeiro, o presidente norte-americano assinou um decreto que prevê tarifas a países que forneçam combustível ao país.
A situação se agravou após a interrupção das remessas da Venezuela, que era responsável por cerca de metade do petróleo consumido por Cuba. O fornecimento foi suspenso depois que os Estados Unidos capturaram o presidente Nicolás Maduro, em janeiro.
Com cerca de 10 milhões de habitantes, Cuba enfrenta apagões frequentes nos últimos anos, cenário que tem provocado protestos e aumento do descontentamento popular. Autoridades locais afirmam que o fornecimento de energia está sendo restabelecido gradualmente no país.






















