Em uma sessão de Tribunal do Júri que durou cerca de 13 horas, o réu Edgar Ricardo de Oliveira foi condenado a 136 anos, três meses e 20 dias de reclusão e ao pagamento de 31 dias-multa pelo homicídio qualificado de sete pessoas em um bar de Sinop (a 500km Cuiabá).
O Conselho de Sentença acolheu a tese do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e reconheceu que o réu foi um dos autores da chacina que ocorreu em fevereiro de 2023. A sentença estabeleceu ainda pagamento de indenização no valor de R$ 200 mil, a serem divididos equitativamente entre as famílias das vítimas. Atuou no júri o promotor de Justiça Herbert Dias Ferreira.
Edgar foi condenado em regime fechado por sete homicídios, incluindo o de Larissa Frazão de Almeida, de apenas 12 anos. O júri popular reconheceu as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel, emprego de arma de fogo e concurso de pessoas, além do fato de Larissa ser menor de 14 anos. As vítimas foram Maciel Bruno de Andrade Costa, Orisberto Pereira Sousa, Elizeu Santos da Silva, Getúlio Rodrigues Frazão Júnior, Josué Ramos Tenório, Adriano Balbinote e Larissa.
Além dos homicídios, Edgar foi condenado por furto qualificado e roubo majorado. Ele fugiu do bar após os assassinatos, levando o dinheiro que havia apostado em um jogo de sinuca e a bolsa da mulher de Getúlio Frazão, que sobreviveu ao ataque.




















