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Fraude do DAE

Empresário de VG pagou R$ 4 mil em propina para encerrar dívida de R$ 24 mil

Foto: Divulgação

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Em depoimento à Polícia Civil, um empresário do ramo de autopeças de Várzea Grande, informou que aceitou pagar propina de R$ 4 mil aos servidores do DAE (Departamento de Água e Esgoto) para encerrar uma dívida de R$ 24 mil. O esquema de corrupção veio à tona com a Operação Gota D” Água deflagrada pela Polícia Civil na sexta-feira (20).

Consta nos autos do inquérito policial que a Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, que a Diretoria Comercial do DAE-VG reduziu um débito de aproximadamente R$ 24 mil para R$ 4.800,00 mil, sendo R$ 2 mil pagos via PIX à esposa do coordenador Comercial do DAE/VG, Mário Sales Rodrigues Junior, preso na “Operação Gota D’Água” deflagrada pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (DECCOR).

Conforme as investigações, os débitos vinculados à unidade consumidora comercial, referentes ao período de setembro de 2015 a junho de 2023, foram indevidamente refaturados para a taxa mínima residencial. O refaturamento indevido de inadimplementos foi inserido no Sistema Integrado de Gestão de Serviços de Saneamento (GSAN), fornecido pelo Ministério das Cidades e gerenciado pela empresa LOGPRO Serviços.

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O empresário relatou em seu depoimento que compareceu ao DAE, situado em frente ao Terminal André Maggi, acompanhado de sua esposa, para quitar suas dívidas. Ele declarou que foi informado por uma atendente que o débito totalizava cerca de R$ 22 mil a R$ 24 mil, além de ter sido questionado sobre o interesse em falar com Mário Sales Rodrigues Junior para negociar um possível desconto.

Durante a conversa, apresentou sua dificuldade para quitar a dívida. Segundo ele, Mário apresentou como opção a redução da dívida para R$ 4.800,00 mil, mas o pagamento deveria ser efetuado à vista e em espécie.

Suspeitando de fraude, o empresário do ramo de autopeças sugeriu o pagamento via Pix [para obter o comprovante] alegando não dispor do valor em dinheiro, momento em que foi informada a chave Pix em nome da esposa do coordenador. Segundo o depoimento, foi feito um pagamento no valor de R$ 2 mil em 07 de junho de 2023, e o saldo restante, segundo o depoimento, foi entregue em espécie diretamente a Mário Sales.

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Ainda conforme as investigações, Mário Sales Rodrigues Júnior – reconhecido pelo empresário como o diretor que negociou e recebeu o pagamento para quitação dos seus débitos – e a titular da conta usada via PIX são casados, ou seja, o Pix foi feito em nome da esposa do servidor.

Prints das conversas com o diretor Mário Sales via Whatsapp, incluindo as gravações, foram anexadas para comprovar a negociação irregular.

Especificamente neste caso, as investigações apontam que o refaturamento indevido inserido no Sistema GSAN à minoração dos débitos, referentes ao período de setembro de 2015 a junho de 2023, mediante refaturamento para a taxa mínima residencial, com base em justificativa de “consumo estimado”.

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