O brutal assassinato de Raquel Cattani, ocorrido em 18 de julho, foi o clímax de um plano frio e calculado, executado pelo ex-marido da vítima, Romero Xavier, e seu irmão, Rodrigo Xavier. A Polícia Civil revelou detalhes chocantes sobre o caso que agora intriga e revolta a população de Nova Mutum e além.
Segundo as investigações, o crime foi meticulosamente planejado. Romero Xavier, motivado pelo ciúmes e pela incapacidade de aceitar o término do relacionamento com Raquel, contratou o irmão Rodrigo para executar o assassinato. Rodrigo ficou escondido na propriedade da vítima por horas, aguardando seu retorno.
De acordo com o delegado Edmundo Félix, “Rodrigo permaneceu no sítio durante o dia e, ao anoitecer, arrombou a janela do quarto das crianças. Ele esperou pacientemente pela chegada de Raquel, que foi brutalmente esfaqueada com mais de 30 golpes.”
Inicialmente, o caso parecia ser um latrocínio (roubo seguido de morte), mas a perícia logo desmascarou essa versão. A cena do crime foi manipulada para parecer um roubo, mas evidências como digitais e marcas de pegadas revelaram a verdade.
“Foi claro que o suposto roubo foi encenado”, afirmou o delegado Félix. “A atenção rapidamente se voltou para o ex-marido, cujas ações e comportamento possessivo levantaram suspeitas.”
Romero tentou criar um álibi ao passar a tarde com o ex-sogro e levar os filhos do casal para Tapurah. À noite, ele foi visto em boates locais, em uma tentativa de desviar o foco das investigações. Após o assassinato, Romero ainda se hospedou na casa do ex-sogro, o que só aumentou as suspeitas contra ele.
Rodrigo Xavier, o executor do crime, tinha um histórico de envolvimento com furtos e uso de entorpecentes, o que complicou ainda mais o cenário. Seu passado criminoso e a frieza com que executou o plano mostraram a complexidade do caso.
O assassinato de Raquel Cattani, filha do deputado estadual Gilberto Cattani, abalou profundamente a comunidade de Nova Mutum. A crueldade do ato e a natureza premeditada do crime destacam a necessidade de vigilância constante e a importância de um sistema de justiça eficaz.
Os dois suspeitos, Romero e Rodrigo Xavier, foram presos e aguardam julgamento. A defesa ainda não se manifestou publicamente sobre as acusações.






















