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ATIVIDADES ILÍCITAS

Ex-deputado Azambuja é investigado por esquema de lavagem de dinheiro

Foto: AL-MT

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Ex-deputado Carlos Azambuja é investigado por esquema de lavagem de dinheiro em casas lotéricas

O ex-deputado estadual Carlos Antônio Azambuja é um dos alvos da Operação Bilhete Premiado, deflagrada na manhã desta quarta-feira (05) pela Polícia Federal. A ação visa desarticular um grupo criminoso que utilizava casas lotéricas para lavagem de dinheiro em Várzea Grande e outros dois municípios de Mato Grosso. Um mandado de busca e apreensão expedidos pela 5ª Vara Federal de Mato Grosso foi cumprido na casa do ex-parlamentar em Pontes e Lacerda (483 km de Cuiabá). Uma das lotéricas alvo da PF também seria dele, apesar de estar registrada em nome de terceiros.

Esta não é a primeira vez que o ex-parlamentar esteve na mira da Polícia Federal. Em 2018, Azambuja foi alvo da Operação Ararath, que investigou a prática de “mensalinho” de integrantes da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso.

O esquema foi delatado pelo ex-governador Silval Barbosa e seu ex-chefe de gabinete, Sílvio César Corrêa Araújo. Ambos entregaram vídeos que mostram Azambuja e outros deputados da antiga legislatura recebendo propina no Palácio Paiaguás.
Neste ano, o deputado fez um acordo de não persecução penal e se comprometeu a devolver R$ 163 mil em 72 parcelas aos cofres do estado.

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Bilhete Premiado

A Operação Bilhete Premiado desarticulou grupo criminoso que utilizava casas lotéricas para lavagem de dinheiro nos municípios de Várzea Grande, Vila Bela da Santíssima Trindade e Pontes e Lacerda.

A Lotérica Zanatta, em Pontes e Lacerda, foi apontada como um ponto central desse esquema. Durante a operação, a polícia encontrou R$ 96,6 mil no local e uma arma irregular. Os empresários Nédio Zanatta e Vinicius Alves Zanatta, sócios da lotérica, também estão sendo investigados.

Conforme as investigações da Polícia Federal, os investigados usavam casas lotéricas para mascarar a origem ilícita de lucro obtido em atividades criminosas, dentre elas corrupção e tráfico de drogas.

Depósitos de milhões de reais em espécie foram identificados pelas apurações, as quais evidenciaram que tais valores eram incompatíveis com o patrimônio declarados pelos depositantes.

Na dinâmica do esquema de lavagem desse dinheiro, era comum que os saques desses valores fossem realizados no mesmo dia ou nos dias sequentes aos depósitos, com o objetivo de dificultar o rastreamento pelas autoridades.

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Dentre os investigados pelos depósitos ilegais, há alvos de operações anteriores da Polícia Federal, como da “Operação Ararath” (que investigou a prática de “mensalinho” de integrantes da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso) e da “Operação Hybris” (deflagrada para coibir a distribuição de drogas na região de fronteira com a Bolívia, em
esquema de tráfico internacional de cocaína).

Foram cumpridos 10 (dez) mandados judiciais de busca e apreensão, expedidos pela 5ª Vara Federal de Mato Grosso bem como o para o bloqueio de bens móveis e imóveis até limite R$ 106 milhões de reais.

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