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HOMICÍDIO

Juiz mantém júri popular de homens acusados de matar assessor de deputado

Foto: Assessoria

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Magistrado não vê provas para afastar a incidência de crime hediondo

 

O juiz da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, Wladymir Perri, manteve a decisão submete a júri popular Murilo Henrique Araújo de Souza e Richard Estaques Aguiar Silva Conceição. Ambos foram denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE) pelo assassinato de Wanderley Leandro Nascimento Costa, ex-servidor da Assembleia Legislativa, lotado como assessor parlamentar do deputado estadual Wilson Santos (PSD).

Os réus enfrentam acusações de homicídio qualificado, incluindo o emprego de asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima, em um crime ocorrido em 16 de fevereiro de 2023, numa quitinete da capital mato-grossense.

A decisão veio após Murilo Henrique Araújo de Souza, um dos acusados, apresentar recurso contra a sentença de pronúncia. Entretanto, o magistrado manteve a decisão inicial, argumentando não haver razões para alterá-la, garantindo a ida do caso ao tribunal do júri.

Por outro lado, Richard Estaques Aguiar Silva Conceição, por intermédio de sua defesa, optou por não recorrer da decisão de pronúncia. A tentativa de separação dos processos foi negada pelo juiz, baseando-se no Código de Processo Penal, que veta a divisão em casos de múltiplas infrações cometidas simultaneamente por indivíduos em conjunto. Consequentemente, ambos os acusados serão julgados juntos em Júri Popular.

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“Outrossim, no que se refere ao pleito formulado pela Defensoria Pública, que patrocina a defesa do acusado RICHARD ESTAQUES AGUIAR SILVA CONCEICAO, que manifestou o desejo de não recorrer da sentença de pronúncia, INDEFIRO o pleito de separação do feito com relação a referido acusado, haja vista que o art. 76, inciso I, primeira parte, do Código de Processo Penal afasta a possibilidade de separação do processo na ocorrência de duas ou mais infrações praticadas ao mesmo tempo, por pessoas reunidas, o que é a hipótese subjudice, desta forma, DETERMINO que se certifique o trânsito em julgado em relação a referido denunciado, devendo este aguardar o julgamento em conjunto do outro acusado”, diz decisão proferida na última semana.

O assessor parlamentar foi morto, conforme a polícia, por asfixia e os autores usaram uma toalha embebida com álcool.

Segundo o delegado da DHPP, Hércules Batista Gonçalves, a motivação tem relação com abuso e exploração sexual de menores. A investigação aponta que o assessor oferecia cerca de R$ 100 para os menores manterem relação sexual com ele.

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