A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta segunda-feira (18) a Operação Agro Judas, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa responsável por um furto a uma fazenda localizada no município de General Carneiro, ocorrido em janeiro deste ano. Entre os alvos da operação estão J.C.O.D., de 50 anos, e seu filho T.C.D., de 26 anos, ambos investigados por envolvimento direto no crime.
No total, foram expedidos 18 mandados judiciais, incluindo prisões preventivas e de busca e apreensão, visando desmantelar o grupo criminoso envolvido no furto de defensivos agrícolas e peças de uma colheitadeira. A operação abrangeu os municípios de Primavera do Leste e Jaciara, em Mato Grosso, e a cidade de Sarandi, no Paraná.
O crime aconteceu na noite do dia 20 de janeiro de 2024, quando um grupo de quatro criminosos invadiu uma fazenda situada na MT-474, em General Carneiro, e levou peças de uma colheitadeira avaliadas em R$ 41 mil, além de defensivos agrícolas, que somam um valor de R$ 300 mil. A investigação da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) identificou que T.C.D. foi o mentor do furto, após obter informações privilegiadas de um funcionário da fazenda sobre a rotina do local e os itens de valor armazenados. O filho de J.C.O.D. planejou o crime, enquanto seu pai, mesmo já preso por outro crime, foi responsável pela venda dos produtos furtados.
Além das prisões, a decisão judicial da 2ª Vara Criminal da Comarca de Barra do Garças determinou o sequestro de bens e o bloqueio de valores de até R$ 300 mil dos envolvidos, valor correspondente ao prejuízo causado pela subtração dos defensivos agrícolas. Parte das peças da colheitadeira foi recuperada após a investigação, quando um dos criminosos escondeu os produtos furtados em uma residência em Jaciara, onde parte dos defensivos foi localizada.
O delegado Antenor Pimentel, da GCCO, explicou que a investigação revelou que o grupo criminoso tinha o objetivo de comercializar os bens furtados, e não apenas realizar o roubo. “A venda e ocultação dos bens se dava com fim comercial. A associação criminosa foi formada exclusivamente para furtar e depois destinar à venda os insumos agrícolas”, disse o delegado.
Reincidência
A investigação também revelou que seis dos envolvidos têm antecedentes criminais, respondendo por ações penais em Primavera do Leste, Jaciara, Rondonópolis e até em Sarandi (PR). Entre os investigados, A.D.P., de 39 anos, foi identificado como responsável por aliciar veículos roubados e encaminhá-los para a Bolívia. Ele foi responsável pela locação fraudulenta de um Hyundai Creta em Campo Verde (MT), veículo que acabou sendo vendido no país vizinho. Durante a investigação, a Polícia Civil descobriu que A.D.P. havia registrado um boletim de ocorrência falsificado, alegando ter sido vítima de um roubo, mas a apuração revelou inconsistências na narrativa, além de indícios de seu envolvimento em outras atividades criminosas, como o tráfico de veículos roubados para a fronteira.
A operação de hoje é mais um passo no combate à criminalidade organizada no estado de Mato Grosso. A GCCO, com apoio de outras unidades da Polícia Civil, segue no trabalho de rastrear e prender os envolvidos em crimes de furto, receptação e outras atividades ilícitas. A polícia também reforçou que continuará investigando os envolvidos na operação para desmantelar totalmente a rede de comercialização ilegal de produtos agrícolas e veículos roubados.
Até o momento, três pessoas foram presas em flagrante e outras estão sendo procuradas para cumprimento dos mandados judiciais. O trabalho da Polícia Civil busca não só a prisão dos envolvidos, mas também garantir que os produtos furtados sejam devolvidos aos proprietários e que as atividades criminosas sejam interrompidas.






















