Na manhã desta quarta-feira (10), a Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a segunda fase da “Operação Poço Sem Fundo”, cumprindo 13 ordens judiciais. A ação é realizada com o apoio da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (DECCOR) e dá continuidade às investigações iniciadas em maio deste ano, que apuram o envolvimento de uma organização criminosa em desvios de recursos públicos por meio de contratos firmados pela Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat), entre os anos de 2020 e 2023.
Segundo auditoria da Controladoria Geral do Estado (CGE), poços artesianos que deveriam abastecer comunidades rurais foram construídos de forma irregular, em locais como propriedades particulares, áreas de pastagem, plantações, garimpos, uma granja e até áreas urbanas, contrariando o que estava previsto nos contratos. Além disso, os poços foram perfurados sem a devida estrutura para armazenamento da água, obrigando os moradores a improvisarem formas rudimentares de captação.
Na primeira fase da operação, deflagrada em maio de 2025, foram cumpridas 226 ordens judiciais contra seis empresas e 24 pessoas físicas, entre servidores, ex-servidores e empresários. Também foram determinadas medidas cautelares como afastamento de servidores públicos, proibição de contato entre os investigados e impedimento de acesso às dependências da Metamat e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (SEDEC).
Na ocasião, a Polícia Civil também solicitou ao Judiciário a proibição de nomeação ou contratação dos investigados para cargos na administração pública estadual.
A segunda fase da operação teve como base a análise dos documentos apreendidos anteriormente. Uma nova auditoria da CGE apontou um desvio de R$ 22 milhões entre 2021 e 2023. Como resultado, nesta quarta-feira (10), foram cumpridas as seguintes medidas: um mandado de busca e apreensão; um andado de medida cautelar (com proibição de acesso à Metamat, entrega de passaporte, proibição de deixar sem autorização judicial, entre outras); oito sequestros de imóveis; dois sequestros de veículos e um bloqueio bancária no valor de R$ 22 milhões.





















